terça-feira, 15 de janeiro de 2013

APÓS DENÚNCIAS, ALVES REAFIRMA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA EM CARTA

Após denúncias, Alves reafirma candidatura à presidência da Câmara em carta
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CATIA SEABRA
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

Alvo de suspeita de irregularidades em repasses de sua verba parlamentar, o líder do PMDB na Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) divulgou nesta terça-feira uma carta compromisso reafirmando sua candidatura à presidência da Câmara.
Henrique Alves nega irregularidade e atribui acusações a 'jogo eleitoral'
Assessor que recebeu verba cuidava de emendas de Henrique Alves
Leonardo Prado - 7.mai.2012/Agência Câmara
Henrique Alves, favorito na disputa à presidência da Câmara
Henrique Alves, favorito na disputa à presidência da Câmara

Favorito na disputa, o peemedebista não faz referência às acusações, mas para tentar conquistar os votos dos colegas lança mão de propostas populistas para os parlamentares e algumas incomodas ao Planalto.
"Minha candidatura à presidência da Câmara se ampara em minha história política e na premissa de resgatar a grandeza que tem dignificado a trajetória de nossa Casa", afirma Alves no texto.
"Líder do PMDB desde 2007, pude estabelecer efetivo diálogo com companheiros e partidos, apoiando e incentivando propostas condizentes com o anseio das ruas, as expectativas de setores organizados da sociedade, a dura realidade de municípios e Estados e a situação geral do País", completou.
Segundo Henrique Alves, ele conhece a motivação de "cada parlamentar" para transformar a Câmara em "eco das grandes questões nacionais" e defende que o ciclo "político-institucional" exige um "Parlamento forte e respeitado".
A Folha revelou que Aluizio Dutra der Almeida, o assessor do peemedebista, é sócio de uma empresa que recebeu, por meio das emendas parlamentares, verbas indicadas pelo próprio Henrique Alves.
As emendas são as cotas que cada deputado federal e senador tem direito no Orçamento da União. O assessor deixou ontem o cargo após a divulgação da reportagem.
Desde que surgiram as acusações, Alves vem avaliando o impacto na corrida pela presidência. Na primeira análise com interlocutores, vê que ainda não há prejuízo a sua campanha pois não perdeu oficialmente nenhum apoio das bancadas nem foi alvo de ações de investigação em órgãos da Casa.
O peemedebista ainda vem recebendo ligações de apoio pela continuidade na disputa.
Ao todo, o deputado faz 14 compromissos para garantir sua eleição no dia 4 de fevereiro. Entre as principais propostas estão o Orçamento impositivo, a ampliação da atuação da TV Câmara e o aumento na participação das mulheres nas atividades da Casa.
Alves aponta que é preciso discutir as propostas de emenda à Constituição que estabelecem o orçamento impositivo, que deixaria o Congresso com maior poder de barganha junto ao Planalto. "Assumo o compromisso imediato de criar Comissão Especial do Orçamento Impositivo para analisar os projetos e apresentar Proposta sobre a matéria", afirma o deputado.
Pelo orçamento impositivo, o Executivo fica obrigado a cumprir alterações feitas no Legislativo. Isso significaria o governo ter de executar todas as despesas incluídas tanto pelo Executivo quanto pelo Congresso na lei orçamentária.
Para rebater uma das linhas de campanha de sua adversária Rose de Freitas (PMDB-ES), o deputado afirma que vai garantir às parlamentares mais oportunidades na Casa. "Novos espaços de representação da condição feminina serão buscados como forma de preservar o princípio basilar da equidade".
Alves ainda propõe maior cuidado com a imagem dos parlamentares. Para isso, vai reforçar a TV Câmara, que tem força junto aos redutos eleitorais e ainda lançar um instituto de pesquisa para avaliar a atuação da Câmara. A proposta é criar convênios nos Estados para a TV Câmara, que passariam a acompanhar ações de deputados aos fins de semana e não só em Brasília.
"Urge sintonizar a agenda da Câmara com os anseios sociais, a partir da busca de referências e posicionamentos mapeados por pesquisas de opinião. Na mesma direção, o propósito é o de amplificar e aperfeiçoar o instrumental de comunicação da Casa, com vistas ao resgate dos valores de respeito e credibilidade do Parlamento".
A assessoria do líder disse que a carta compromisso não tem relação com as denúncias e já estava prevista para ser lançada.
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