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quarta-feira, 17 de agosto de 2022
AS VÍTIMAS ESQUECIDAS DA EPIDEMIA DE ZIKA
POR: OUTRASAÚDE.
Já estão completando sete anos as crianças que foram fruto de gravidez de mães com zika, no surto virulento que aconteceu entre 2015 e 2016 no Brasil. O vírus, transmitido pelo mosquito aedes aegypti, causa anencefalia em bebês em gestação. O problema de saúde pública foi tema de uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano New York Times. As mães cujos filhos têm essa condição precisam lutar sozinhas, segundo a matéria, contra desafios que aparecem ao longo do percurso. Isso porque o interesse científico na doença caiu drasticamente, quando ficou claro que não seria um problema para o Norte Global. A reportagem destaca ainda os cortes drásticos na ciência feitos pelo governo Bolsonaro. Não se sabe de que maneira o vírus viajou de Uganda (onde apareceu pela primeira vez) ao Brasil. Tampouco por que apenas entre 7% e 14% dos bebês são afetados pela síndrome congênita do zika, e 3% sofrem de microcefalia. Não há orçamento para continuar as pesquisas. As crianças com os piores casos são totalmente dependentes de suas mães. O problema atinge em especial o Nordeste e pessoas negras e empobrecidas.
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