Janones, o "Lênin digital"

Para os estrategistas de inspiração leninista, a leitura do clássico O Que Fazer? permanece como um cânone fundamental para entender a tática política na atualidade. A obra ensina a eficácia da agitação e da mobilização de massas, transformando ativistas em comandantes de missões e em uma vanguarda revolucionária.
Embora estejamos distantes do cenário de 1917, o deputado federal André Janones tem demonstrado que esses princípios clássicos continuam plenamente vigentes na luta política contemporânea. A grande mudança é o campo de batalha: a esfera digital. A atuação de Janones reflete a essência dos manuais de agitação política adaptados para a internet.
O que antes dependia de panfletos impressos e comícios presenciais, hoje se traduz em redes de alcance instantâneo e alta capilaridade. Um exemplo claro dessa estratégia é a criação de canais de transmissão em aplicativos de mensagens, como o Whats App, a exemplo do canal “Exército de Lula”, que servem como ferramentas de comando e disparo rápido de narrativas para engajar a militância e influenciar o debate público em tempo real.

Ao ditar o ritmo da agitação virtual, figuras como Janones provam que o domínio das plataformas digitais é tão crucial para o sucesso político quanto o controle das ruas era no século passado. À medida que as eleições se deslocam cada vez mais para as telas dos smartphones, dominar esses mecanismos de agitação em rede deixou de ser um diferencial para se tornar o núcleo central da ação política na atualidade. Mesmo que não advoguemos o leninismo como referência teórica e política, temos que reconhecer que Janones é prova eficaz de suas táticas.
A campanha de Lula tomou outro rumo no segundo turno. O canal Exército de Lula é o diferencial no que tange à centralização e mobilização de ações em grandes ondas imitativas nas redes. O bordão janonista “Explodam” é a palavra de ordem para soldados replicarem conteúdos em grande escala.
Viva Janones. Viva Lula.




