terça-feira, 4 de agosto de 2026

 

Patrimônio de Styvenson aumenta 3.673% em oito anos

4 de agosto de 2026
3min
Patrimônio de Styvenson aumenta 3.673% em oito anos
Em 2018, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 73.000,00 em bens. Neste ano, o patrimônio evoluiu para R$ 2.754.814,75 - Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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O patrimônio do senador Styvenson Valentim (Podemos) cresceu 37 vezes desde que disputou e venceu as eleições pela primeira vez, há oito anos. Em 2018, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 73.000,00 em bens. Neste ano, segundo dados apresentados no seu novo registro de candidatura, o patrimônio evoluiu para R$ 2.754.814,75, um aumento de 3.673%.

Em 2018, os bens de Styvenson eram compostos apenas por um veículo automotor terrestre (R$ 9 mil), poupança para construção ou aquisição de bem imóvel (R$ 60 mil) e um depósito bancário em conta corrente (R$ 4 mil). Agora, terreno, investimentos e até um apartamento de mais de R$ 1 milhão fazem parte do patrimônio do senador.

O bem mais caro é o do apartamento, com um valor de R$ 1.071.703,58. Uma aplicação de renda fixa de R$ 657.785,85 também se destaca, assim como um terreno em Pium (R$ 269.999,92). A declaração de bens registra ainda R$ 95 mil em dinheiro em espécie, guardados em um cofre, além de outros valores.

Styvenson também concorreu nas eleições de 2022 como candidato a governador. Na época, seu patrimônio apresentava uma evolução menor em relação a 2022, tendo registrado R$ 137.912,72.

Atualmente, o salário bruto de um senador no Brasil é de R$ 46.366,19, equivalente ao teto do funcionalismo público federal. Quando ele assumiu o cargo em 2019, o valor era de R$ 33.763,00 — um acréscimo de 37,33%.

Zenaide diminui patrimônio

Outra senadora que vai em busca de renovação do mandato, Zenaide Maia (PSD) foi no caminho contrário a Styvenson e viu seu patrimônio recuar em oito anos.

A parlamentar declarou, em 2026, um total de R$ 1.494.980,52 em bens — uma diminuição de aproximadamente 26,22% em relação a 2018, quando disse à Justiça Eleitoral ter R$ 2.026.287,67.

Atualmente, o maior patrimônio de Zenaide é um crédito decorrente de empréstimo, de R$ 450 mil. Ela também possui em seu nome uma casa em Natal que custou R$ 364 mil, uma poupança no Banco do Brasil de R$ 263.734,25, um veículo de R$ 200 mil e outro crédito advindo de empréstimo (R$ 195 mil). Outros valores menores, de depósitos em banco e poupança, fecham a declaração de bens.

Já em 2018, a senadora declarou seis bens. O mais caro era um fundo de R$ 727.746,64, seguido por um terreno em Ponta Negra (R$ 600 mil), casa no bairro de Morro Branco (R$ 364 mil), crédito decorrente de empréstimo feito ao filho (R$ 200 mil), um carrro (R$ 74 mil) e uma poupança no Banco do Brasil, de R$ 541,03.

Até a manhã desta terça-feira (4), seis candidatos a senadores já haviam sido registrados junto à Justiça Eleitoral e declarado seus patrimônios. Foram eles:

-Styvenson Valentim (Podemos): R$ 2.754.814,75

-Rafael Motta (PDT): R$ 1.781.561,08

-Zenaide Maia (PSD): R$ 1.494.980,52

-Coronel Hélio (PL): R$ 880.627,50

-Tércio Tinôco (União): R$ 515.066,11

-Samanda Alves (PT): R$ 476.720,98

segunda-feira, 20 de julho de 2026

 

Chapas da esquerda apostam em mulheres na disputa ao Governo do RN

20 de julho de 2026
5min
Chapas da esquerda apostam em mulheres na disputa ao Governo do RN
Na última sexta (17), Cadu Xavier (PT) anunciou a ex-deputada Larissa Rosado (PSB) como pré-candidata a vice; PSOL, UP e PSTU também têm mulheres nas chapas ao Executivo - Foto: Reprodução
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O anúncio da ex-deputada Larissa Rosado (PSB) como pré-candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Cadu Xavier (PT) encerrou uma indefinição no grupo governista. A escolha também consolida a presença de uma mulher na chapa para o Executivo junto ao PT e fecha um dos três principais palanques no Rio Grande do Norte — nas chapas de Allyson Bezerra (União) e Álvaro Dias (PL), apenas homens ocupam a cabeça de chapa e a cadeira de vice. No RN, as mulheres também estão garantidas em postos de destaque nas pré-candidaturas do PSOL, UP e PSTU.

A escolha confirma um perfil que Cadu vinha buscando para o posto: uma mulher do interior. Larissa afirmou receber a indicação “com gratidão” e disse que pretende construir “uma campanha de verdade, com o pé no chão, olho no olho, escuta e propostas reais”. Já Cadu Xavier definiu a escolha como um movimento que amplia o diálogo político e acrescenta “a força de Mossoró” à chapa.

Saiba Mais: Cadu aposta em Larissa para ampliar palanque no Oeste e reforçar aliança com PSB

A chapa governista também terá representatividade feminina ao Senado. Samanda Alves (PT) vai concorrer a uma das duas vagas à Casa Alta, ao lado de Rafael Motta, indicação do PDT.

As mulheres ainda terão presença na chapa para o Governo em outras pré-candidaturas da esquerda no estado. No PSOL, o pré-candidato a governador é Robério Paulino. O partido deverá ter chapa puro sangue, e a escolhida para vice foi a assistente social Lenny Grilo, definida em reunião da sigla ocorrida em 13 de julho.

O PSOL também terá uma mulher como candidata a senadora. A médica pediatra e sindicalista Sônia Godeiro será candidata ao cargo, que terá como nome para a outra vaga o ex-deputado Sandro Pimentel.

Saiba Mais: Mesmo cortejado pelo PT, PSOL seguirá com chapa própria no RN

Já a Unidade Popular (UP) anunciou neste mês a trabalhadora doméstica e militante sem-teto Arinalda Medeiros, de 46 anos, como pré-candidata a governadora. Arinalda chegou ao partido por meio da militância no Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e terá como uma das bandeiras de campanha a luta contra o déficit habitacional no estado.

O pré-candidato a vice é o servidor público Francisco Dias — que, antes, havia sido anunciado para a vaga ao governo. A mudança na cabeça de chapa foi pensada para valorizar a participação feminina.

“É preciso que uma mulher negra, moradora de ocupação que sente na pele a realidade do nosso povo, sente todas as  mazelas e as desgraças desse sistema, esteja ocupando essa cabeça da chapa. Por isso, ter uma mulher nessa eleição pré-candidata ao governo do Estado é desafiar os grandes, é desafiar a burguesia, é mostrar que não temos medo de falar a verdade porque não temos rabo preso com os ricos”, defendeu Arinalda em entrevista à Agência SAIBA MAIS na última semana.

Saiba Mais: UP lança diarista e militante do MLB para o Governo do RN

Além de Arinalda Medeiros para governadora, a UP já apresentou o nome de Samara Martins como pré-candidata à presidência. Ela é nascida em Belo Horizonte (MG), mas mora em Natal. Começou sua militância no movimento estudantil, participou do grêmio da sua escola e da Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas da Grande BH (AMES-BH). Veio para a capital potiguar para estudar Odontologia na UFRN e também integrou a direção da União Nacional dos Estudantes (UNE). Mais recentemente, também foi uma das fundadoras da Frente Negra Revolucionária. Hoje, é servidora pública concursada e trabalha como odontóloga na Prefeitura de Parnamirim. Martins já foi candidata à vice-presidência em 2022, na chapa com Léo Péricles, e à vereadora de Natal em 2020.

O PSTU, por sua vez, será representado por uma mulher na vice-governadoria. A escolhida foi a jornalista Nanda Soares. Segundo o partido, a pré-candidatura vai defender a ampliação da rede de proteção às mulheres, com mais casas-abrigo, fortalecimento e expansão das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, investimento em políticas públicas de prevenção e combate à violência e ações efetivas para enfrentar o feminicídio e a desigualdade de gênero. 

Saiba Mais: PSTU anuncia chapa própria para Governo do RN e Senado

O candidato a governador será o sindicalista Dário Barbosa, que já disputou o mesmo cargo em 2018, se apresentou para o Senado em 2022 e já concorreu a prefeito de Natal, vice-prefeito, vereador e deputado estadual em diferentes pleitos.

Além de Nanda Soares, o PSTU também vai apostar em mulheres para o Senado. As pré-candidatas são a diretora do Sindsaúde-RN, Rosália Fernandes, e a professora Luciana Lima. 

Chapas da direita terão apenas homens para governo e vice

Por outro lado, as demais chapas que devem concorrer às eleições no Rio Grande do Norte não deram o mesmo protagonismo às mulheres para o Executivo — no caso do PL, partido que tem Álvaro Dias como governadorável, a presença feminina é nula.

A composição bolsonarista conta com Babá Pereira (PL) como vice e, para o Senado, Styvenson Valentim (Podemos) e Coronel Hélio (PL).

Em abril, em entrevista à 98 FM, Álvaro Dias foi questionado sobre a ausência de nomes femininos, mas disse que a chapa estava completa, sem chance para alterações.

“Pois é, né? Realmente. Talvez tenha sido uma falha aí, mas a chapa é os dois senadores, candidato a governador e vice, todos homens”, reconheceu.

Já a chapa de Allyson Bezerra (União) terá a presença de uma mulher apenas para o Senado — Zenaide Maia (PSD) concorre à reeleição, e a segunda cadeira estará com o vereador de Natal Tércio Tinoco (União). Já o vice do ex-prefeito de Mossoró será o deputado estadual Hermano Morais, indicado pelo MDB.

 Democracia

Tarifaço de Trump pressiona chapa bolsonarista no RN

20 de julho de 2026
5min
Tarifaço de Trump pressiona chapa bolsonarista no RN
Pesquisa mostrou que maioria culpa Flávio Bolsonaro por tarifaço dos EUA, e adversários exploram assunto no Rio Grande do Norte - Foto: Divulgação
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A aplicação de um novo tarifaço contra produtos brasileiros por parte do governo dos Estados Unidos tem pressionado a chapa de Álvaro Dias (PL) no Rio Grande do Norte. O tema é explorado por adversários, como Cadu Xavier (PT), que cobrou um posicionamento dos pré-candidatos bolsonaristas a respeito do assunto.

O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (15) a decisão de aplicar tarifas de 25% contra produtos brasileiros, como resultado da investigação da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

Na quinta (16), um dia após o anúncio das tarifas, a Quaest divulgou uma pesquisa que mostrou que a maioria dos brasileiros atribui a Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL, a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos

Já na sexta (17), enquanto viajava a Mossoró para anunciar a ex-deputada Larissa Rosado (PSB) como vice, Cadu Xavier divulgou um vídeo nas redes sociais em que disse temer prejuízos à economia potiguar com o tarifaço.

“Mais um tarifaço do governo americano patrocinado pelo bolsonarismo, que impacta diretamente a economia do nosso estado. Estou aqui rumo ao Oeste, aqui fica a cadeia do sal. O Rio Grande do Norte é o maior produtor de sal do país. São mais de 70 mil empregos ameaçados por essa medida do governo americano, que tem o patrocínio, tem o carimbo do bolsonarismo. Queria saber como é que pensam os bolsonaristas do nosso estado, inclusive senadores, pré-candidatos ao governo, sobre essa medida”, questionou.

Ainda na quarta (15), a senadora Zenaide Maia (PSD), pré-candidata à reeleição na chapa de Allyson Bezerra (União), evitou entrar diretamente na disputa eleitoral, mas defendeu uma posição firme na soberania nacional.

“Soberania não se negocia. Os EUA confirmaram tarifas de até 25% sobre mais de 4 mil produtos brasileiros, de açúcar a ferro-gusa, usando até o Pix como pretexto. Diplomacia ativa, sem confronto e sem recuo, mas também sem concessões indevidas”, escreveu, em posicionamento nas redes sociais.

Parlamentares bolsonaristas, como os deputados General Girão e Sargento Gonçalves, ambos do PL, buscaram atribuir a responsabilidade das tarifas ao governo Lula, mas não houve posicionamento público do pré-candidato a governador, Álvaro Dias.

Em nota, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o governo dos EUA adota “procedimentos unilaterais” e que “não há justificativa para a adoção de tarifas contra os produtos brasileiros”. Ele também condenou as declarações do Secretário de Estado Marco Rubio a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil, classificando-as como “inaceitáveis e ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro.”

“Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o Chefe de Estado de um país amigo. Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas durante o curso das negociações. Cito, como exemplo, demandas de abertura total, irrestrita e exclusiva aos Estados Unidos de setores inteiros da economia brasileira, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros. Em outras palavras, exigiam uma capitulação”, declarou o chefe do Itamaraty.

Já o senador Rogério Marinho (PL), um dos líderes políticos que apoiam a chapa bolsonarista no Rio Grande do Norte e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à presidência, tentou tirar na quinta-feira a responsabilidade do bolsonarismo sobre o caso.

“O ministro Mauro Vieira envergonha o Itamaraty e sua longa tradição de atuar como órgão de estado. A declaração de hoje insiste na mentira de que as tarifas são responsabilidade da oposição. O chanceler esconde que 85 países e Hong Kong estão sob investigações comerciais dos EUA, alcançando cerca de 98% da economia mundial fora do território americano. O problema do Brasil é que quem deveria negociar, resolveu fazer da questão um palanque eleitoral. Intensificou os ataques contra o presidente americano, forçando a represália comercial. Lula, na sua narrativa mentirosa contra Flávio, forçou o pênalti. Joga sujo como sempre”, afirmou Marinho.

Pesquisa mostra que brasileiros vêem culpa do bolsonarismo

O levantamento da Quaest foi às ruas entre os dias 10 e 13 de julho e entrevistou 2.004 eleitores, às vésperas da publicação da decisão do governo Trump. Questionados se concordam com Lula, que acusou Flávio de ter pedido o tarifaço a Trump, ou se concordam com o senador ao dizer ter solicitado ao norte-americano que não taxasse o Brasil, 51% endossam a versão de Lula, enquanto 30% se alinham à alegação de Flávio.

Segundo o levantamento, 42% afirmam que o tarifaço aumenta sua vontade de votar em Lula (eram 39% em junho). Em segundo lugar vem Flávio, com 27% (eram 30%), enquanto 23% mencionaram outros candidatos (eram 23%) e 8% não sabem ou não responderam.