terça-feira, 18 de agosto de 2026

 

TOC, TOC, TOC! Quem está batendo é o Super El Niño, eleitores

Estou esperando pra ver o efeito do Super El Niño nas próximas eleições brasileiras embora até o momento o tema “clima” não tenha tido destaque nos debates eleitorais. Quanto mais perto estivermos das urnas, maiores devem ser os impactos do fenômeno, intensificado pelas mudanças climáticas, na vida dos brasileiros, que no momento parecem mais preocupados com temas como segurança pública e economia. 


Mas como será quando as chuvas torrenciais começarem a cair no Sul do Brasil, a seca abater o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste do país, e as ondas de calor extremo e falta de água tornarem a vida ainda mais difícil nas metrópoles do Sudeste? Como estará o humor do eleitor quando o preço dos alimentos subir e a fumaça dos incêndios florestais encobrir as capitais da Amazônia?


Se em 2024, sofremos com as inundações no Rio Grande do Sul, secas e incêndios florestais de proporções inéditas na Amazônia, a previsão é que os efeitos sejam ainda maiores neste ano. De acordo com a atualização de 10 de agosto da NOAA (sigla em inglês da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), o fenômeno, que já vem sendo sentido com o aquecimento do Pacífico que já ultrapassa 1,8 graus a temperatura média (subiu 0,6 grau em menos de um mês), tem 95% de chance de atingir o ápice entre outubro e dezembro, superando os registros históricos dos últimos 60 anos. 


A visita desse convidado indesejável pode ter o condão de despertar a população para a importância de priorizar a emergência climática e cobrar a conta nas urnas. Segundo uma pesquisa divulgada em abril pelo Instituto Ipsos, 70% dos eleitores dizem que é preciso agir imediatamente para evitar impactos para as próximas gerações. Se isso ainda é insuficiente para pressionar os políticos, talvez a coisa mude quando os eventos extremos estiverem em curso como deve ocorrer nas próximas eleições. 


O impacto do Super El Niño pode ser mais imediato nas candidaturas dos governadores candidatos à reeleição. Somente quatro estados brasileiros - Minas Gerais, Pará, Pernambuco e Piauí contam com planos robustos de adaptação climática, segundo um estudo do Instituto Clima e Sociedade (ICS) publicado em março deste ano. Outros oito estados contam com planos, mas baseados apenas no fortalecimento da defesa civil, o que é útil, mas insuficiente segundo os pesquisadores.

Seria ótimo que, além de punir quem não fez a lição de casa, os eleitores usassem o critério ambiental para escolher deputados e senadores para que o Congresso pare de destruir as leis

Seria ótimo que, além de punir quem não fez a lição de casa, os eleitores usassem o critério ambiental para escolher deputados e senadores para que o Congresso pare de destruir as leis, como fez com a aprovação do pacote da Destruição (Lei Geral do Licenciamento Ambiental), agora com a constitucionalidade em julgamento no STF (sobre isso leia a coluna de Gustavo Faleiros desta semana) assim como a lei do Marco Temporal, que voltou ao STF depois de o próprio tribunal ter se pronunciado no sentido contrário. 


Sabemos que as opções não são muitas - daí o destaque dado pela imprensa especialista no tema à candidata ao Senado Marina Silva. Mas quem se preocupa com o clima, o ambiente e a democracia no país, tem alternativas de escolha para a Câmara Federal e Assembléias Legislativas - a começar pelas  candidaturas indígenas já anunciadas para concorrer a cargos de deputado estadual e federal, além de outros candidatos com histórico confiável na área ambiental em partidos como Rede, PSOL, PCdoB e PT. 


Já em relação à presidência, as opções se afunilam. Em uma conversa social, outro dia, ouvi de uma pessoa que não quer reeleger Lula mas se considera democrata, feminista e ambientalista, o nome de Ronaldo Caiado, que anda circulando em algumas rodas “climáticas” como confirmei com outras pessoas envolvidas com o tema. 


Uma surpresa e tanto para essa jornalista com mais de 40 anos de profissão, que lembra do atual governador de Goiás como fundador da UDR - União Democrática Ruralista - em 1985, inaugurando as milícias armadas no campo na redemocratização - e também da bancada ruralista, até hoje a principal articuladora de pautas contra a fiscalização e a proteção ambiental e o respeito aos direitos indígenas. 


O próprio candidato continua a ostentar orgulhosamente seu compromisso com o agronegócio, responsável pela maior parte das emissões de gases de efeito estufa no país, e, para não deixar margem à dúvida, colocou o ex-comunista Aldo Rebelo, como coordenador de sua campanha. Rebelo vem se posicionando contra o ambiente desde que foi relator do Código Florestal, quando atuou para flexibilizar regras sobre o desmatamento e para anistiar criminosos ambientais, alegando que a culpa pelas infrações dos produtores rurais eram as leis excessivamente rigorosas (!). Depois passou a perseguir ONGs ambientalistas e indígenas na Amazônia. 


Caiado também não pode ser considerado um democrata, não apenas pela violência contra agricultores familiares sem terra e indígenas, por ele defendida já na fundação da UDR, mas também pelas atitudes tomadas como governador. Desde a violência policial, que esteve sempre acima da média nacional durante o seu mandato, até a decisão de transformar o estado em laboratório das bigtechs ao aprovar em 48 horas leis regulamentando temas que o Congresso Nacional ainda discute - minerais críticos, datacenters e inteligência artificial como revelou a Agência Pública nesta semana. 


Isso sem falar que, assim como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, também inimigos da proteção ambiental e adeptos ferrenhos da economia predatória como já demonstraram na prática, Caiado defende a anistia para os golpistas. O negacionismo climático, assim como o autoritarismo, o desprezo pelos direitos humanos e pelo multilateralismo - sem os quais não se constroem políticas climáticas - são característicos da extrema direita. Donald Trump e Jair Bolsonaro estão aí para nos lembrar. 


Para quem se julga ambientalista e não quer reeleger Lula, como disse minha interlocutora, a situação não está fácil. Meu conselho é: caprichem nas escolhas para o Legislativo. Embora Lula, entusiasta do petróleo, não seja nenhuma Marina Silva, ao menos teve a coragem de colocá-la como ministra, reduzindo drasticamente o desmatamento na Amazônia e recolocando o país como liderança climática global. 


Vamos ver como ficará a temperatura do debate eleitoral quando o El Niño bater à porta trazendo tempestades, seca, ondas de calor. Afinal, até agora, mesmo com bons resultados para mostrar, nem o governo colocou o clima como bandeira eleitoral. É hora de se comprometer.


⏰ Lembrete: O podcast Bom Dia, Fim do Mundo estará de volta na próxima quinta-feira (20) para discutir clima e eleições nesse período de extremo calor no planeta e na política. Não percam!



Um abraço,


Marina Amaral

marina.amaral@apublica.org

Diretora Executiva da Agência Pública

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

 

Prefeitura de Natal busca novo aval para empréstimo de R$ 250 milhões 

11 de agosto de 2026
5min
Prefeitura de Natal busca novo aval para empréstimo de R$ 250 milhões 
Novo projeto substitui autorização anterior e mantém recursos para o Natal Integra; proposta agora será analisada pelos vereadores - Foto: Joana Lima
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A Prefeitura de Natal enviou à Câmara Municipal um novo projeto de lei para substituir a autorização concedida em 2025 para a contratação de um empréstimo de US$ 50 milhões destinado ao Projeto Natal Integra. A proposta, assinada pelo prefeito Paulinho Freire (União), transforma o limite da operação para R$ 250 milhões, trocando a referência do dólar para o real. 

O Projeto de Lei 571/2026 foi protocolado nesta segunda-feira (10). Segundo o Executivo, a mudança não representa uma nova autorização de crédito nem amplia o valor do financiamento anteriormente aprovado. Trata-se, de acordo com a Prefeitura, de uma adequação necessária para permitir a contratação da operação na modalidade de crédito interno. 

O empréstimo havia sido autorizado pelos vereadores em outubro de 2025, quando o prefeito apresentou o Projeto de Lei nº 808/2025. Na ocasião, a operação seria realizada junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), o Banco Mundial, e tinha limite de US$ 50 milhões. À época, a cotação correspondia a cerca de R$ 270 milhões. 

A proposta foi aprovada em regime de urgência pela maioria dos vereadores, passando pelas comissões e sendo votada em primeiro e segundo turnos na mesma sessão. A oposição criticou a falta de diálogo da Prefeitura e questionou aspectos relacionados à execução do projeto e à política de assistência social do município. 

Banco Mundial deixou de ser opção 

A autorização original previa a contratação do crédito externo diretamente com o Banco Mundial. Posteriormente, segundo a nova mensagem enviada à Câmara, a Prefeitura alterou a estratégia diante da “inviabilidade operacional” da contratação junto à instituição internacional.

Em junho de 2026, uma alteração legislativa já havia ampliado o número de possíveis agentes financiadores, permitindo que o município buscasse instituições financeiras públicas nacionais, além de organismos multilaterais ou bilaterais. Durante as negociações, a Prefeitura afirma ter consolidado a alternativa de contratar o financiamento por meio de uma instituição financeira nacional.

Com isso, a operação deixou de ser caracterizada como crédito externo em moeda estrangeira e passou a ser tratada como operação de crédito interno, integralmente denominada em reais.

Segundo a Prefeitura, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) informou que, diante das regras atuais do mercado de câmbio e das normas aplicáveis às operações de crédito interno, a autorização legislativa precisaria estar expressa em moeda nacional.

“Embora o objeto da operação permaneça o mesmo, a autorização legislativa atualmente vigente, por estar expressa em dólares norte-americanos, tornou-se incompatível com a contratação da operação na modalidade de crédito interno”, diz a mensagem.

Por isso, o novo projeto estabelece o limite de até R$ 250 milhões, valor que a Prefeitura apresenta como equivalente ao limite anteriormente autorizado de US$ 50 milhões. O texto também determina a revogação das leis municipais nº 7.973/2025 e nº 8.094/2026.

Para onde vai o dinheiro

O financiamento continuará destinado ao Projeto Natal Integra – Desenvolvimento Social e Econômico Integrado, que já estava previsto na autorização aprovada em 2025. O projeto será administrado em conjunto pelas Secretarias de Assistência Social (Semtas) e Planejamento (Sempla). Na autorização do ano passado, a Semtas era comandada por Nina Souza, esposa do prefeito Paulinho Freire e hoje candidata a deputada federal pelo PL.

Pelo projeto apresentado aos vereadores no ano passado, a Prefeitura do Natal argumenta que grande parte dos equipamentos, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os Centros de  Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), os Centros Dia, entre outros, funcionam em imóveis alugados, muitos dos quais se encontram em condições precárias e com barreiras de acessibilidade. O projeto, portanto, seria uma solução definitiva. A proposta é que esses espaços funcionem em um único local, com um conjunto de serviços essenciais: atendimento socioassistencial, qualificação profissional, cozinhas comunitárias, espaços de convivência e cuidado com a primeira infância.

A promessa é de ampliar em 40% a capacidade de atendimento da proteção social básica, alcançando mais de 21.000 famílias por mês. Capacitar 2.000 pessoas por ano para o mercado de trabalho e para o empreendedorismo, com uma meta de que 60% delas consigam uma fonte de renda.

O projeto ainda prevê a contratação de pessoal temporário para trabalhar na nova estrutura e a contratação de créditos adicionais para pagamento de obrigações decorrente do empréstimo.

A proposta se divide em quatro eixos estratégicos:

1.Modernização da Infraestrutura: construção e reforma de dezenas de equipamentos, criando uma rede própria e acabando com a precariedade e os custos de aluguel e manutenções recorrentes;

2.Integração dos Serviços: implementação de um sistema de gestão digital e unificado;

3. Oportunidades de Renda: criação das “Casas do Fazer”, espaços dedicados à qualificação profissional e ao empreendedorismo, para que as pessoas possam gerar sua própria renda;

4. Sustentabilidade e Governança: Os novos prédios usarão energia limpa e tecnologias sustentáveis, com a gestão do projeto transparente e focada em resultados.

 

Emendas, energia limpa e gestão entram no debate ao Senado no RN 

13 de agosto de 2026
7min
Emendas, energia limpa e gestão entram no debate ao Senado no RN 
Sandro Pimentel (PSOL), Tércio Tinoco (União Brasil), Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda Alves (PT) foram sabatinados em evento na Casa da Indústria - Fotos: Fiern
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Quatro candidatos ao Senado foram sabatinados nesta quarta-feira (12) em evento promovido pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio, Televisão, Jornais e Revistas do Rio Grande do Norte (MIDIACOM/RN). A programação teve como objetivo conhecer as propostas e visões dos candidatos para o desenvolvimento econômico e social do estado. Participaram das sabatinas Sandro Pimentel (PSOL), Tércio Tinoco (União Brasil), Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda Alves (PT).

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Além destes candidatos, também foram convidados Zenaide Maia (PSD), Rafael Motta (PDT), Sônia Godeiro (PSOL) e Coronel Hélio (PL), que não compareceram por questões de agenda.

Sandro Pimentel: fim das emendas parlamentares individuais 

O candidato do PSOL foi o primeiro a ser sabatinado. Questionado sobre como seu eventual mandato de senador poderia contribuir para a educação no Rio Grande do Norte, Pimentel defendeu o fim das emendas parlamentares individuais e a aplicação no próprio orçamento.

“Nós vamos acabar com as emendas parlamentares individuais, porque é um balcão de negócios sujo, espúrio e imundo. Estão sendo servidos para comprar votos nesse momento. As emendas devem ser no próprio orçamento. Os prefeitos e as prefeitas, os municípios, os governadores e as governadoras precisam receber esses valores nas suas contrapartidas, nos seus repasses constitucionais, para que o povo, nós, tenhamos a oportunidade de cobrar a execução desses recursos”, disse.

O candidato também foi questionado sobre suas propostas para fortalecer a segurança pública e, sobretudo, a proteção de menores no estado. Sandro afirmou que a resposta passa pela aplicação de Inteligência e tecnologia. Ele citou o aumento de delegacias de proteção à mulher mas disse que o aumento por si só não resolve o problema.

“As delegacias, por si só, não resolvem se você não tem planos que contemplem o potencial de inteligência que nós temos à base da tecnologia. Nós temos um celeiro, estudiosos, livros, artigos diversos espalhados pelo Brasil e aqui pelo Estado, que trata dessa temática da segurança pública. E não basta achar que construiu delegacias, que vai resolver, que ampliar o número de agentes policiais, que vai resolver. Claro que isso é um dos fatores, claro que isso ajuda, mas não é o que vai resolver. A base precisa ser o processo de evolução na educação”, defendeu.

Tércio Tinoco: PPP e Idema

A agenda de desenvolvimento regional esteve entre os principais assuntos discutidos por Tércio Tinoco (União Brasil) durante a sabatina. O candidato também respondeu a perguntas sobre concessões e parcerias público-privadas, meio ambiente e sustentabilidade, gestão e segurança pública. No questionamento sobre o processo de concessões e Parcerias Público-Privadas no Rio Grande do Norte, ele disse ser favorável.

“Eu acho que eu sou 100% favorável à parceria público-privada. Eu acredito muito nessa parceria, porque, infelizmente, o poder público não toma conta sozinho de nada. Essa parceria é essencial, principalmente na área do turismo, na área da região de Pipa, a gente precisa ter essa parceria. Precisamos ter uma rodovia muito excelente, uma rodovia que, infelizmente, ainda é muito precária, lá na Praia de Pipa”, defendeu.

O candidato também respondeu a perguntas sobre meio ambiente e sustentabilidade, gestão e segurança pública. Nas respostas, defendeu maior aproximação entre o poder público e a iniciativa privada para viabilizar investimentos em infraestrutura e turismo, a ampliação das energias renováveis e a desburocratização dos processos ambientais.

“Eu acho que a primeira parte é a gente ter que desburocratizar o Idema. O Idema hoje é um caos que acontece no estado do Rio Grande do Norte, atrasando o desenvolvimento”, afirmou.

Styvenson Valentim: Centro Administrativo e data centers

Styvenson Valentim foi questionado sobre reformas, fontes de financiamento e pacto federativo. A pergunta abordou quais mudanças o candidato considera prioritárias para ampliar a capacidade de investimento e melhorar a gestão pública.

Em sua resposta, Styvenson afirmou que, caso fosse candidato ao governo estadual, começaria pela revisão dos contratos firmados pelo Estado e pela avaliação dos ativos públicos. Citou terrenos e imóveis como possíveis alternativas para geração de receitas e utilizou o Centro Administrativo como exemplo de ativo que, em sua avaliação, poderia ser explorado pela iniciativa privada.

“Eu revisaria todos os contratos que devem ter aí. Contrato que talvez a gente não tenha nem acesso, e um péssimo serviço sendo emprestado. Depois eu ia ver todos os ativos. Dos ativos que o Estado tem, terrenos, eu até citei o terreno valiosíssimo que é o Centro Administrativo, que é o símbolo da decadência desse estado. Velho, feio, atrasado, aquilo ali é pra estar na iniciativa privada, é pra estar gerando renda.”

O parlamentar candidato à reeleição também defendeu destravar parcerias para receber data centers no Estado.

“Eu tenho um projeto de lei que trata de data center. É inaceitável o Estado do lado já ter uma legislação, já ter destravado algo que gera 230 bilhões. Mais de 16 mil empregos. O Ceará está na frente da gente e a gente atrás. O meu projeto de lei que está em Brasília é para regulamentar toda a legislação do país que se trata justamente de data centers e IAs”, disse.

Samanda Alves: obras estruturantes e energia limpa

Samanda apontou como prioridades o fortalecimento da infraestrutura portuária, a retomada da discussão sobre ferrovias, a melhoria da malha rodoviária e os investimentos necessários para ampliar a capacidade de transmissão de energia produzida no estado. Para ela, esses investimentos precisam estar associados a uma estratégia de industrialização e geração de desenvolvimento dentro do próprio Rio Grande do Norte.

A candidata destacou que o estado possui potencial na produção de energias limpas, mas defendeu que essa vantagem também seja utilizada para atrair indústrias interessadas em consumir a energia produzida no RN. “A gente precisa também pensar outras saídas para o fortalecimento da nossa indústria e do desenvolvimento econômico do nosso estado. A questão da energia, a gente tem o desafio de fortalecer as linhas de transmissão, isso está dado, mas como é que a gente traz para cá indústrias que venham consumir aqui?”, afirmou.

Samanda citou ainda investimentos e possibilidades de financiamento por meio do Governo Federal, do BNDES e do Banco do Nordeste. Segundo ela, a exploração das potencialidades econômicas do estado deve produzir resultados também para a população potiguar. “Não dá para a gente ter as nossas riquezas, apenas exportar a nossa riqueza sem a gente deixar um legado aqui para o povo do nosso estado”, disse.

Ao abordar a infraestrutura logística, Samanda mencionou os portos, o programa de recuperação de rodovias em execução no estado e os aeroportos. Ela também defendeu a retomada do debate sobre ferrovias como parte da estratégia para ampliar a capacidade logística do Rio Grande do Norte.

Caminhos do RN

O Fórum Caminhos do RN – Eleições 2026 foi mediado pela gerente corporativa da Assessoria de Comunicação e Eventos da FIERN, Juliska Azevedo, e contou com a participação dos jornalistas convidados Moises Albuquerque e Nathalia Oliveira, do Grupo TCM; David Freire e Anna Ruth Dantas, da 98 FM; Kayllani Silva, da Tribuna do Norte; Amaury Veríssimo Jr., da Rádio Clube; Pedro Trindade, da InterTV Cabugi; e dos jornalistas Aldemar Freire e Guilherme Arnaud, da Assessoria de Comunicação da FIERN.

No dia anterior, terça-feira (11), foram sabatinados quatro candidatos ao Governo do RN: Professor Robério Paulino (PSOL), Allyson Bezerra (União), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL).

Saiba Mais: Indústria, PPPs e emprego marcam sabatina ao Governo do RN