segunda-feira, 10 de agosto de 2026

 

Beto Barbosa cobra Paulinho Freire por cachê de R$ 160 mil

10 de agosto de 2026
3min
Beto Barbosa cobra Paulinho Freire por cachê de R$ 160 mil
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O cantor paraense Beto Barbosa afirmou nesta segunda-feira (10) que ainda não recebeu o pagamento referente ao cachê de sua apresentação no Réveillon de Natal de 2024. Em vídeo publicado nas redes sociais, o artista cobrou publicamente a gestão do prefeito Paulinho Freire e anunciou que pretende doar o valor a uma instituição beneficente da capital potiguar caso o débito seja quitado.

Na publicação, Beto Barbosa afirmou que tem sido procurado por fãs e pela imprensa para esclarecer se o pagamento já foi realizado. “Não, ele não pagou”, declarou o cantor no vídeo.

Na legenda, o artista informou que fará a doação do valor correspondente ao cachê de 2024 para uma instituição de caridade de Natal. Segundo ele, a quantia corrigida chegaria a cerca de R$ 160 mil.

“Farei uma doação para uma instituição de caridade de Natal-RN com o valor do meu cachê referente ao ano de 2024, que até hoje ainda não foi pago. Esse valor corrigido deve chegar em R$ 160.000. Vou tirar o que gastei e o restante farei a doação à caridade assim que o atual prefeito de Natal efetuar esse pagamento”, escreveu.

No vídeo, o cantor também criticou a política cultural da atual gestão municipal e relembrou sua relação com Paulinho Freire antes de ele ingressar na política. Beto afirmou que realizou apresentações em eventos ligados ao atual prefeito e questionou a contratação de atrações de maior custo para eventos promovidos pela Prefeitura de Natal.

“Esse dinheiro eu não quero mais para mim. Eu só quero tirar o que eu gastei. Esse dinheiro eu quero dar para uma instituição de caridade da sua cidade, da sua Natal, que eu amo tanto”, disse.

Ao final da gravação, o artista voltou a afirmar que a destinação dos recursos dependerá do pagamento do cachê. “Se ele pagar, a instituição de caridade aceita. A gente vai procurar a instituição de caridade para fazer essa doação.”

A cobrança feita por Beto Barbosa não é inédita. Em abril deste ano, o cantor já havia recorrido às redes sociais para afirmar que não recebeu o cachê referente ao show realizado no Réveillon de Natal, na virada de 2024 para 2025.

Na ocasião, o artista relatou ter arcado com despesas da apresentação, incluindo passagens, equipe técnica, músicos, bailarinos e tributos, sem que o valor contratado tivesse sido quitado. À época, Beto direcionou as críticas à gestão do ex-prefeito Álvaro Dias, responsável pela administração municipal quando o evento foi contratado e realizado.

O impasse também chegou ao debate político. Em junho, ao comentar a cobrança feita pela cantora Taty Girl por outro cachê pendente da Prefeitura de Natal, Álvaro Dias declarou que caberia à atual gestão resolver os débitos deixados no encerramento de seu mandato. O ex-prefeito atribuiu a responsabilidade pelo pagamento ao atual prefeito Paulinho Freire.

 

MST ocupa fazenda em João Câmara com 100 famílias e cobra reforma agrária

10 de agosto de 2026
3min
MST ocupa fazenda em João Câmara com 100 famílias e cobra reforma agrária
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Cerca de 100 famílias ligadas à Brigada Chico Santana, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio Grande do Norte, ocuparam na noite de sábado (8) a Fazenda Arizona, localizada no município de João Câmara, na região do Mato Grande. A ação integra a luta pela Reforma Agrária Popular e busca ampliar o acesso à terra para trabalhadores rurais sem propriedade.

Segundo o movimento, a fazenda possui mais de 1.000 hectares e foi escolhida por ser considerada uma área improdutiva. A ocupação ocorreu após a procura de trabalhadores e trabalhadoras do município que buscavam organização junto ao MST para reivindicar acesso à terra e condições de produção.

“A Fazenda Arizona possui mais de 1.000 hectares e, na avaliação do movimento, encontra-se em situação de abandono e sem cumprir uma função produtiva compatível com sua extensão. Ao mesmo tempo, existem muitas famílias sem acesso à terra em João Câmara que precisam produzir e garantir sua sobrevivência”, afirmou Josiane Martins, da Direção Estadual do MST e da Brigada Chico Santana Regional Mato Grande, em entrevista à Agência Saiba Mais.

A ocupação reúne famílias que reivindicam a destinação da área para a Reforma Agrária. O MST defende que propriedades consideradas improdutivas devem cumprir a função social prevista na Constituição Federal e possam ser destinadas ao assentamento de trabalhadores rurais. De acordo com Josiane Martins, a ação não é isolada, mas faz parte de uma estratégia histórica do movimento de organizar famílias sem terra, formar acampamentos e pressionar pelo avanço da Reforma Agrária no país:

“A ocupação da Fazenda Arizona está inserida em uma agenda mais ampla de luta pela terra e pela Reforma Agrária Popular, desenvolvida pelo MST no Rio Grande do Norte e em diferentes regiões do Brasil”, destacou.

Nos últimos cinco anos, segundo dados do movimento, o MST realizou mais de 30 ocupações de áreas consideradas improdutivas no Rio Grande do Norte, em mais de 15 municípios. As ações contribuíram para a organização de mais de 3 mil famílias acampadas e para a reivindicação de mais de 15 mil hectares de terras no estado.

Atualmente, o MST contabiliza 63 acampamentos em território potiguar, reunindo aproximadamente 6 mil famílias que aguardam acesso à terra por meio da Reforma Agrária.

Para o movimento, as ocupações são uma forma de organização coletiva e de pressão para que o poder público avance nos processos de obtenção e destinação de terras. A avaliação é de que a demanda por assentamentos permanece elevada, especialmente em regiões onde trabalhadores rurais enfrentam dificuldades para acessar áreas produtivas.

Com a ocupação da Fazenda Arizona, as famílias iniciam agora o processo de estruturação do acampamento e de mobilização para fortalecer a reivindicação pela destinação da área à Reforma Agrária.

 

Operação da PF, Ponta Negra e obras dominam debate no RN 

10 de agosto de 2026
7min
Operação da PF, Ponta Negra e obras dominam debate no RN 
Debate entre candidatos ao Governo do RN na Band reuniu Allyson Bezerra (União), Robério Paulino (PSOL), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL) - Foto: Band RN
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O debate realizado pela Band RN na noite deste domingo (9) marcou o primeiro embate entre os principais candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Em quase duas horas, Allyson Bezerra (União), Robério Paulino (PSOL), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL) debateram propostas, mas também trocaram acusações e farpas.

Um dos mais visados foi Allyson Bezerra. Na pergunta sobre o porquê quer ser governador do estado, o ex-prefeito de Mossoró disse querer “entregar esperança para o nosso povo” e citou as visitas aos 167 municípios potiguares. Ao longo de todo o programa, contudo, Bezerra foi citado em relação à operação da Polícia Federal que apreendeu um celular, um notebook e dois HDs pessoais em sua casa, no mês de janeiro.

“Nunca fui visitado pela Polícia Federal”, disse Álvaro Dias em indireta. “Você devia explicar à população porque a Operação Mederi invadiu sua casa, levou seu celular, você se recusou a dar a senha do celular para a Polícia Federal, que está investigando o maior escândalo de corrupção”, afirmou Dias, em outro momento, antes de ser interrompido por ter acabado o tempo de fala.

“Eu tenho muita tranquilidade que o governo da professora Fátima, um governo honesto, que eu tenho muito orgulho disso, governo que não teve visita de Polícia Federal”, afirmou Cadu de Lula.

Robério Paulino também fez o questionamento diretamente ao candidato do União Brasil: “O candidato Allyson está sendo investigado pela Justiça Federal e pela Polícia Federal num grande esquema de superfaturamento e propinas na Prefeitura que ele geriu. Eu quero que ele explique aqui o que é isso.”

Em sua resposta, Allyson disse estar com a consciência tranquila.

“Candidato, minha consciência está tão tranquila hoje aqui igualmente a seis meses atrás, quando uma investigação foi iniciada. E qualquer político que é gestor pode e deve sim ser investigado. Candidato, seis meses de investigação. O que é que encontraram contra mim? Nada. Sabe por que não encontraram, candidato? Porque não tem”, justificou.

Robério Paulino também gerou um dos momentos que viralizaram nacionalmente, ao dizer que Allyson fica “farmando aura”.

“O candidato Allyson anda de cidade em cidade achando que vai governar o estado farmando aura, fazendo pirotecnia. o candidato Allyson infelizmente é uma fantasia, é um personagem, um ator, mas sem propósito real”, disse. 

Álvaro é acusado de “destruir” Ponta Negra

Robério Paulino foi o franco atirador da noite. Distante percentualmente dos demais candidatos, segundo mostram as pesquisas, o candidato do PSOL utilizou a exposição na televisão e internet para propor um enfrentamento ao analfabetismo e demarcar suas diferenças em relação aos adversários, inclusive para criticar os problemas gerados em Ponta Negra após a engorda na praia.

“Eu queria perguntar ao candidato Álvaro Dias se ele já foi depois de uma chuva na praia de Ponta Negra. Eu vou dar daqui a pouco para ele uma galocha, que foi um presente dos moradores de Ponta Negra, candidato, para o senhor andar na sua piscina, que o senhor fez em Ponta Negra. O senhor quer destruir o estado do Rio Grande do Norte como o senhor destruiu Ponta Negra?”, perguntou Robério.

Cadu de Lula retomou o tema e citou o valor milionário investido na obra. O candidato petista também lembrou o estudo que constatou tubulações falsas e galerias bloqueadas com concreto e rochas.

“Mais de 100 milhões de reais foram gastos na engorda de Ponta Negra. O Tribunal de Contas da União detectou que canos falsos foram detectados nessa obra. E também, a areia que foi retirada foi de uma jazida que não foi licenciada. É assim que você vai governar o Rio Grande do Norte? Por que a pressa? Era só para ter um resultado eleitoral?”, perguntou.

Álvaro Dias buscou se defender e mostrou fotos de Ponta Negra antes da engorda para dizer que a obra era necessária.

“A maré encostando, destruindo o calçadão, destruindo o Morro do Careca, que é o nosso cartão postal. O Morro do Careca, candidato, estava se transformando numa grande falésia”, respondeu.

Obras inacabadas

Além da engorda de Ponta Negra, Álvaro Dias virou alvo pela lista de obras inacabadas que deixou quando foi prefeito de Natal. Uma das principais é o Hospital Municipal, inaugurado em dezembro de 2024 e até hoje ainda sem receber pacientes.

“O senhor também teve 40 e tantas obras inacabadas. O Hospital Municipal que o senhor inaugurou está há dois anos sem funcionar. Essa é a sua experiência que o senhor quer mostrar aqui? De obras inacabadas?”, criticou o professor Robério.

Já Allyson Bezerra disse que o candidato do PL estaria “nervoso”.

“Ele fica irritadíssimo quando a gente fala do tema do Hospital Municipal daqui de Natal, que ele entregou em dezembro de 2024 e tá fechado”.

Cadu de Lula voltou a relacionar Álvaro à “destruição” de Ponta Negra e citou o assunto junto ao hospital.

“Esse Álvaro Dias, o homem que destruiu o maior cartão postal da cidade de Natal, a praia de Ponta Negra, o homem que entregou um hospital que há dois anos ainda não foi inaugurado, não atendeu nenhum paciente”, apontou Cadu de Lula. O candidato do PT ainda perguntou se “o problema é seu ou do seu sucessor”.

Allysson se esquiva de responder sobre alianças com oligarquias

O ex-prefeito de Mossoró foi eleito pela primeira vez em 2018 para deputado estadual com um discurso contra as oligarquias. Oito anos depois, se uniu aos Alves e Maia para buscar chegar ao Executivo potiguar. O tema esteve presente no debate.

“Candidato Allyson, o senhor começou a sua carreira falando das oligarquias. Mas hoje, o senhor está abraçado com a oligarquia Alves, de Garibaldi Alves, com a oligarquia Maia, de Agripino Maia, e na sua chapa está Robinson Faria, bem abraçadinho com o senhor. O senhor não é uma grande mentira? O senhor falou das oligarquias e hoje está abraçado com a velha política, tudo que tem de mais velho na política do Rio Grande do Norte?”, apontou Robério Paulino.

Allyson evitou responder e mudou de assunto para citar seus feitos enquanto prefeito de Mossoró.

“Eu estou aqui hoje não para ficar falando de retrovisor, porque o meu estilo de governar, o meu jeito de governar é olhar pra frente”, se esquivou.

Allyson também foi abordado em diferentes momentos sobre a relação com Robinson Faria — um dos que citou o ex-governador foi Cadu de Lula, nos primeiros minutos do debate.

“Allyson, que acabou de falar, é o Allyson de Robinson Faria. É o Allyson que as mesmas elites que elegeram outros candidatos, que levaram o Rio Grande do Norte à derrocada, que nós reconstruímos, estão no palanque dele. Eu tenho muita tranquilidade que o governo da professora Fátima, um governo honesto, que eu tenho muito orgulho disso, governo que não teve visita de Polícia Federal, que geriu os recursos do Estado com todo cuidado, com todo zelo, nós vamos ser governador para cuidar do povo do nosso Estado”, falou.

Cadu reivindica legado do governo Fátima

O candidato da governadora Fátima Bezerra, Cadu Xavier, adotou o nome de Cadu de Lula na campanha de 2026 e foi ao debate também para reivindicar os números da gestão atual. Ele foi o secretário da Fazenda do Estado e deixou o cargo para buscar ser o sucessor de Fátima.

“Eu sou Cadu de Lula. Tenho 48 anos, 21 anos de serviço público, sou ficha limpa, participei junto com a governadora Fátima da reconstrução do Rio Grande do Norte. É importante dizer para o povo do nosso estado o que era o Rio Grande do Norte nos tempos de Robinson, a terra da violência, o estado mais violento do país, a terra dos salários atrasados. E com muito trabalho, junto da governadora Fátima, hoje o Rio Grande do Norte paga em dia seus servidores. É um dos quatro estados mais seguros do país e junto com o presidente Lula nós vamos fazer uma campanha indo a cada cantinho desse estado, mostrando para o nosso povo o que importa para a vida deles”, disse Cadu.