quinta-feira, 9 de julho de 2026

 Democracia

Styvenson sentiu críticas por assinar PEC da “escala 7x0”, diz Samanda

9 de julho de 2026
3min
Styvenson sentiu críticas por assinar PEC da “escala 7x0”, diz Samanda
PEC 12/2026 virou alvo de centrais sindicais, que disseram que texto promove a precarização do emprego e abre caminho para uma possível “escala 7x0” - Fotos: Francisco de Assis/CMNAT e Ton Molina/Agência Senado
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A vereadora e pré-candidata a senadora Samanda Alves (PT) disse que o senador Styvenson Valentim (Podemos) sentiu as críticas por ter assinado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, de autoria de Rogério Marinho (PL). O texto virou alvo de centrais sindicais, que disseram que a PEC promove a precarização do emprego e abre caminho para uma possível “escala 7×0”.

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As declarações foram dadas em entrevista ao programa Repórter 98, da 98 FM. “Ele quer negar agora, mas ele assinou uma emenda que permite que o trabalhador, em palavras do senador Rogério Marinho, que indicou a [proposta de] emenda, possa trabalhar até 50 horas”, disse Samanda Alves.

Ela se referiu a uma declaração de Marinho, autor original da PEC, que em vídeo divulgado no final de maio falou da possibilidade de negociação entre patrão e empregado.

“A PEC 12 propõe que haja uma alternativa à situação que está se afigurando, ou seja, jornada flexível, que quem quiser trabalhar num determinado dia do ano e num determinado horário tenha a possibilidade de fazer livre negociação com os patrões, ou por ocasião da sua contratação, ou através do seu sindicato e que seja remunerado também por horas trabalhadas. Se você quiser trabalhar 20 horas, 30 horas, 40 horas, 50 horas, é possível”, afirmou Rogério Marinho.

Saiba Mais: Rogério Marinho sugere jornadas de até 50 horas e é criticado

Styvenson chegou a entrar com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) contra a deputada federal Natália Bonavides (PT). Ele reclamou de propaganda eleitoral antecipada negativa, em decorrência das críticas da parlamentar à assinatura da PEC 12/2026; nesta semana, a Justiça Eleitoral determinou a retirada dos conteúdos das redes sociais.

Na entrevista, Samanda foi questionada se Styvenson sentiu politicamente que o eleitor não estava alinhado com o apoio à PEC 12/2026.

“Acho que ele sentiu, é tanto que já tem gestos dele de recuo na assinatura dessa emenda, e foi uma decisão liminar que a gente respeita”, disse.

Saiba Mais: Centrais dizem que PEC de Rogério Marinho abre caminho para “escala 7×0” 

“A gente tem vários especialistas, vários estudos, mostrando que o trabalhador hoje, com as tecnologias, consegue produzir muito mais e ter um horário de descanso maior, que isso não afeta na produção, que é muito legítimo que os trabalhadores trabalhem um pouco menos”, prosseguiu a pré-candidata.

Sub-representação na bancada potiguar

Ainda na entrevista, a pré-candidata petista disse que vê o Rio Grande do Norte sub-representado no Senado e defendeu uma maior atuação dos parlamentares locais. 

“Eu tenho uma avaliação que o Rio Grande do Norte é sub-representado no Senado. O Senado virou um balcão de negociação de emendas, e o Senado é muito maior que isso. Vejamos que um senador do Rio Grande do Norte tem o mesmo peso de um senador de qualquer estado da federação. Então, tem muitas pautas que estão colocadas que a gente precisa se fazer ouvir, em defesa do nosso estado”, defendeu.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

PROPOSTA DE ODON

 CIRCULOU ONTEM UM VIDEO COM O EX-PREFEITO DE CURRAIS NOVOS, ODON, QUE DAR UMA IMPORTANTE NOTICIA, QUE ESTEVE NA CONAB REIVINDICANDO QUE A CONAB TAMBÉM COMERCIALIZE FARELO DE SOJA, NA MESMA DINÂMICA DO MILHO, SE FOR EFETIVADO ESTA AÇÃO, VAI SER DE GRANDE VALIA PARA OS PEQUENOS PRODUTORES QUE DEPENDEM DESTE PRODUTO PARA ALIMENTAR O REBANHO

segunda-feira, 6 de julho de 2026

A SITUAÇÃO DO POTENGI

 A REGIÃO DO POTENGI AOS POUCOS VAI PERDENDO SUA IDENTIDADE, ALGUNS FALAM QUE ESTAMOS NA REGIÃO AGRESTE, QUANDO NA VERDADE ESTAMOS NA REGIÃO DO POTENGI, COM UMA CERTA PARTICULARIDADE, A DECADÊNCIA DE ALGUNS DOS SEUS MUNICIPIOS, E AQUI TRAGO UM DESTAQUE PARA O MUNICIPIO DE SÃO TOMÉ, OUTRORA CAPITAL DO POTENGI, COM SUA FEIRA AOS SÁBADOS,COMO REFERÊNCIA DE PRINCIPAL CIDADE, ASSIM COMO É JOÃO CÂMARA PARA O MATO GRANDE.

SE CIRCULARMOS POR ALGUNS MUNICIPIOS DO POTENGI E DE ALGUMA FORMA TENTAR UMA COMPARAÇÃO PODEMOS DIZER QUE SÃO TOMÉ, APESAR DE SER A DÉCIMA QUINTA CIDADE EM EXTENSÃO DO ESTADO, AO MESMO TEMPO VEM PERDENDO EM TERMOS DE REFERÊNCIA NA REGIÃO , E AÍ LISTAMOS SÃO PAULO DO POTENGI, RIACHUELO E  O PRÓPRIO BOM JESUS COMO CIDADES QUE VÃO ALÉM DE SÃO TOMÉ.

PODEMOS CREDITAR AS ULTIMAS ADMINISTRAÇÕES QUE VEM DE FRANCISCO ESTRELA A ANTEOMAR PEREIRA, COM MAIS DE 30 ANOS DE ATRASO PARA O MUNICÍPIO.

 Opinião

A festa acabou: os mesmos ganharam e nós perdemos, outra vez

6 de julho de 2026
3min
A festa acabou: os mesmos ganharam e nós perdemos, outra vez
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O Brasil encerrou neste domingo sua campanha na Copa do Mundo de Futebol de forma melancólica e vergonhosa.

Com resultados pífios para um time trilionário, a seleção amarelinha que sempre amedrontava seus adversários, amarelou de vez e caiu diante de um jovem que precisou de apenas duas bolas para definir o jogo e impingir mais uma derrota aos tetracampeões da enrolação.

O país, paralisado diante da TV, assistiu a um time que não conseguiu criar uma jogada que pagasse o ingresso ou exercer minimamente o domínio territorial do jogo, como fez em todas as partidas que disputou nessa copa. Uma vergonha esperada, em que venceram os bilhões de interesses envolvidos nesse negócio.

O Brasil pode ter perdido a partida para a Noruega e sua chance de conquistar seu quinto campeonato mundial, interpretando um roteiro que se repete há mais de vinte anos com o mesmo final infeliz.

Se em campo, nossa seleção ficou mais uma vez pelo meio do caminho, não se pode dizer o mesmo de seus principais atletas, que faturaram milhões em contratos publicitários, transferências de clubes e outras transações.

E se ao ver o Brasil perder a nação chorou, muita gente está rindo à toa, de bolsos transbordando de dinheiro. Há, também, outros tantos que se aproveitaram, mais uma vez, da farra bancada com o dinheiro fácil da Confederação Brasileira de Futebol e seus patrocinadores.

Não se pode, porém, dizer que os maiores ganhadores dessa Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, porque não foram. Os cartolas da FIFA e das confederações de futebol, os empresários dos jogadores e as empresas de apostas, agora chamadas de Bets, ficaram com o filé da festa.

Essas máquinas de endividar incautos têm faturado bilhões de reais e destruido a vida de milhões de pessoas pelo mundo a fora. No Brasil, as apostas viraram uma epidemia tão destruidora quanto a Covid, que ceifou a vida de 700 mil brasileiros.

O mal causado pelas apostas já fez muito mais estrago que isso, o que só comprova a máxima de que, num jogo em que suas chances de ganhar são as mesmas que você aposte ou não, só eles ganham e ponto final.

DO FUTEBOL

 ONTEM FOI A VEZ DO BRASIL AMARGAR SUA DERROTA DIANTE DA NORUEGA, COM ALGUNS ELEMENTOS CLAROS, O FUTEBOL BRASILEIRO EM FRANCA DECADÊNCIA, CHEGANDO PERTO DO FUTEBOL PRATICADO PELO URUGUAI, OUTRO EM QUEDA VERTIGINOSA.

NO JOGO COM A NORUEGA, ASSISTIMOS UM PASSEIO DE UMA SELEÇÃO QUE CIRCULAVA COM A BOLA DE UM LADO PARA O OUTRO DENTRO DE UMA TRANQUILIDADE QUE NO PASSADO  LEMBRAVA A QUALIDADE DO FUTEBOL BRASILEIRO, AO CONTRÁRIO O BRASIL ERA UM TIME DOS CHUTÕES PARA CIMA DE DENTRO DE UM CIRCULO COM ODEGARD PASSEANDO COM A BOLA DE UM  LADO PARA OUTRO.

É ASSISTIMOS A TRISTE REALIDADE DE UM FUTEBOL EM DECADÊNCIA.

 Opinião

Por que Neymar e o Bolsonarismo compartilham o mesmo destino de fracasso?

6 de julho de 2026
6min
Por que Neymar e o Bolsonarismo compartilham o mesmo destino de fracasso?
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*por Marcus Demétrios – Especialista em Gestão Pública Municipal e presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro) de Parnamirim/RN

“A decadência técnica e moral do principal camisa 10 brasileiro espelha o desastre político da extrema-direita: um rastro de individualismo, negação da realidade e a destruição completa do senso de coletividade.”

Existe um simbolismo incômodo, mas perfeitamente exato, no fato de Neymar Jr. ter se tornado o principal cabo eleitoral e aliado ideológico da família Bolsonaro. A identificação mútua não foi um acidente de percurso; foi o encontro de duas filosofias baseadas no egocentrismo, na rejeição à crítica e no desprezo pelas instituições que deveriam representar. Se o bolsonarismo sabotou o pacto social e democrático do Brasil, a liderança de Neymar implodiu a mística e a eficiência da Seleção Brasileira. Uma equipe que orbita em torno de um ídolo com esse DNA está estruturalmente condenada ao fracasso.

O Mito do “Menino”: a imaturidade como método

Dentro das quatro linhas, Neymar Jr. há muito deixou de ser a promessa de um novo Pelé para se tornar o símbolo da estagnação. O talento bruto, inegável em seus primeiros anos de Santos e Barcelona, foi asfixiado por defeitos crônicos que o impediram de alcançar o topo do mundo:

Individualismo Tático: Neymar joga para si, não para/com o coletivo. Sua insistência em prender a bola, retardar o contra-ataque e buscar o drible plástico em zonas perigosas do campo frequentemente destrói o ritmo coletivo da equipe.

O Estigma do “Cai-Cai”: A teatralidade diante de faltas leves transformou o craque brasileiro em piada global. Em momentos de alta pressão, em vez de focar na progressão do jogo, Neymar busca o conflito com a arbitragem e a simulação, desestabilizando o foco emocional do time.

Ausência nas Decisões: Enquanto ídolos do passado como Romário, Ronaldo e Rivaldo chamavam a responsabilidade nos momentos de asfixia, a marca registrada de Neymar em Copas do Mundo tem sido a omissão técnica em jogos decisivos ou as lesões decorrentes de uma preparação física negligenciada.

O caos extracampo: privilégio e impunidade

Fora de campo, a conduta de Neymar é o oposto do que se espera de um capitão e referência para as novas gerações. Sua vida pública é uma sucessão de escândalos, festas intempestivas em momentos de crise de seus clubes, problemas recorrentes com o fisco e, mais recentemente, graves infrações ambientais em suas propriedades de luxo.

Amparado por um staff subserviente e por uma blindagem familiar nociva, o jogador se recusa a crescer. Ele permanece no eterno papel de “menino”, uma blindagem retórica para justificar a irresponsabilidade de um homem de mais de 30 anos. O respeito à camisa da Seleção foi substituído pelo uso do escudo nacional como plataforma de relações públicas pessoais.

Assim como a família Bolsonaro transformou a Presidência da República em um balcão de negócios familiares e ‘lives’ de ressentimento, Neymar transformou a Seleção Brasileira em um puxadinho de suas férias e de seus amigos pagos — os “parças”.

O paralelo do desastre: jogador e político

O alinhamento político entre Neymar e o bolsonarismo faz sentido prático porque ambos operam sob a mesma cartilha comportamental. O desastre do bolsonarismo na política e o declínio de Neymar no futebol são frutos dos mesmos vícios.

Tanto no campo da política quanto no futebol, observa-se um conjunto de comportamentos semelhantes marcados pela dificuldade em lidar com críticas, pela construção de uma realidade paralela, pela transferência constante de responsabilidades e pelo incentivo à polarização.

Em relação à crítica, enquanto Bolsonaro passou a classificar a imprensa livre e as instituições de controle como “inimigas”, Neymar frequentemente trata jornalistas esportivos e torcedores críticos como “haters” movidos por inveja. Em ambos os casos, a crítica deixa de ser encarada como parte natural da vida pública e passa a ser interpretada como perseguição.

Outro aspecto é a formação de uma bolha de paranoia. Bolsonaro cercou-se de ideólogos radicais e de seus filhos, alimentando uma realidade paralela desconectada dos fatos. Neymar, por sua vez, isola-se em mansões e em um círculo de assessores e pessoas próximas que raramente o contrariam, reforçando uma percepção de mundo pouco confrontada por opiniões divergentes.

Também há uma tendência à terceirização da culpa. No discurso bolsonarista, os problemas econômicos, sanitários ou políticos são sistematicamente atribuídos a governadores, ao Supremo Tribunal Federal ou ao chamado “sistema”. No caso de Neymar, as eliminações e derrotas costumam ser atribuídas ao árbitro, às condições do campo, às escolhas do treinador ou ao acaso, raramente sendo assumida uma responsabilidade pessoal pelos resultados.

Por fim, a divisão aparece como consequência desse comportamento. Bolsonaro governou voltado prioritariamente para seu eleitorado mais radical, aprofundando a fragmentação do tecido social brasileiro. Já Neymar tornou-se uma figura que divide a própria torcida brasileira, despertando admiração em uma parcela do público e rejeição em outra, a ponto de muitos torcedores demonstrarem indiferença ou mesmo torcerem contra suas equipes quando ele está em campo.

Por que uma Seleção assim não pode dar certo?

O futebol de seleções modernas exige, acima de tudo, sacrifício, disciplina tática extrema e uma profunda conexão emocional com o torcedor. A Argentina venceu em 2022 porque havia um projeto coletivo onde dez operários corriam por um gênio (Messi) que assumia a postura de líder maduro da nação.

A Seleção Brasileira, sob a égide de Neymar, tornou-se o avesso disso. É uma equipe refém do humor de um jogador mimado, cuja filosofia de vida — em perfeita sintonia com o bolsonarismo — prega o individualismo feroz, o deboche pelas regras e a ostentação acima da competência.

Uma equipe não vence quando seu líder espiritual representa o que há de mais fraturado, egoísta e decadente em uma sociedade. Enquanto Neymar for o norte moral e técnico da Seleção, o esporte brasileiro continuará colhendo o mesmo resultado que o projeto político de seu aliado produziu: o isolamento, o vexame e a ruína institucional.