segunda-feira, 6 de julho de 2026

A SITUAÇÃO DO POTENGI

 A REGIÃO DO POTENGI AOS POUCOS VAI PERDENDO SUA IDENTIDADE, ALGUNS FALAM QUE ESTAMOS NA REGIÃO AGRESTE, QUANDO NA VERDADE ESTAMOS NA REGIÃO DO POTENGI, COM UMA CERTA PARTICULARIDADE, A DECADÊNCIA DE ALGUNS DOS SEUS MUNICIPIOS, E AQUI TRAGO UM DESTAQUE PARA O MUNICIPIO DE SÃO TOMÉ, OUTRORA CAPITAL DO POTENGI, COM SUA FEIRA AOS SÁBADOS,COMO REFERÊNCIA DE PRINCIPAL CIDADE, ASSIM COMO É JOÃO CÂMARA PARA O MATO GRANDE.

SE CIRCULARMOS POR ALGUNS MUNICIPIOS DO POTENGI E DE ALGUMA FORMA TENTAR UMA COMPARAÇÃO PODEMOS DIZER QUE SÃO TOMÉ, APESAR DE SER A DÉCIMA QUINTA CIDADE EM EXTENSÃO DO ESTADO, AO MESMO TEMPO VEM PERDENDO EM TERMOS DE REFERÊNCIA NA REGIÃO , E AÍ LISTAMOS SÃO PAULO DO POTENGI, RIACHUELO E  O PRÓPRIO BOM JESUS COMO CIDADES QUE VÃO ALÉM DE SÃO TOMÉ.

PODEMOS CREDITAR AS ULTIMAS ADMINISTRAÇÕES QUE VEM DE FRANCISCO ESTRELA A ANTEOMAR PEREIRA, COM MAIS DE 30 ANOS DE ATRASO PARA O MUNICÍPIO.

 Opinião

A festa acabou: os mesmos ganharam e nós perdemos, outra vez

6 de julho de 2026
3min
A festa acabou: os mesmos ganharam e nós perdemos, outra vez
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O Brasil encerrou neste domingo sua campanha na Copa do Mundo de Futebol de forma melancólica e vergonhosa.

Com resultados pífios para um time trilionário, a seleção amarelinha que sempre amedrontava seus adversários, amarelou de vez e caiu diante de um jovem que precisou de apenas duas bolas para definir o jogo e impingir mais uma derrota aos tetracampeões da enrolação.

O país, paralisado diante da TV, assistiu a um time que não conseguiu criar uma jogada que pagasse o ingresso ou exercer minimamente o domínio territorial do jogo, como fez em todas as partidas que disputou nessa copa. Uma vergonha esperada, em que venceram os bilhões de interesses envolvidos nesse negócio.

O Brasil pode ter perdido a partida para a Noruega e sua chance de conquistar seu quinto campeonato mundial, interpretando um roteiro que se repete há mais de vinte anos com o mesmo final infeliz.

Se em campo, nossa seleção ficou mais uma vez pelo meio do caminho, não se pode dizer o mesmo de seus principais atletas, que faturaram milhões em contratos publicitários, transferências de clubes e outras transações.

E se ao ver o Brasil perder a nação chorou, muita gente está rindo à toa, de bolsos transbordando de dinheiro. Há, também, outros tantos que se aproveitaram, mais uma vez, da farra bancada com o dinheiro fácil da Confederação Brasileira de Futebol e seus patrocinadores.

Não se pode, porém, dizer que os maiores ganhadores dessa Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, porque não foram. Os cartolas da FIFA e das confederações de futebol, os empresários dos jogadores e as empresas de apostas, agora chamadas de Bets, ficaram com o filé da festa.

Essas máquinas de endividar incautos têm faturado bilhões de reais e destruido a vida de milhões de pessoas pelo mundo a fora. No Brasil, as apostas viraram uma epidemia tão destruidora quanto a Covid, que ceifou a vida de 700 mil brasileiros.

O mal causado pelas apostas já fez muito mais estrago que isso, o que só comprova a máxima de que, num jogo em que suas chances de ganhar são as mesmas que você aposte ou não, só eles ganham e ponto final.

DO FUTEBOL

 ONTEM FOI A VEZ DO BRASIL AMARGAR SUA DERROTA DIANTE DA NORUEGA, COM ALGUNS ELEMENTOS CLAROS, O FUTEBOL BRASILEIRO EM FRANCA DECADÊNCIA, CHEGANDO PERTO DO FUTEBOL PRATICADO PELO URUGUAI, OUTRO EM QUEDA VERTIGINOSA.

NO JOGO COM A NORUEGA, ASSISTIMOS UM PASSEIO DE UMA SELEÇÃO QUE CIRCULAVA COM A BOLA DE UM LADO PARA O OUTRO DENTRO DE UMA TRANQUILIDADE QUE NO PASSADO  LEMBRAVA A QUALIDADE DO FUTEBOL BRASILEIRO, AO CONTRÁRIO O BRASIL ERA UM TIME DOS CHUTÕES PARA CIMA DE DENTRO DE UM CIRCULO COM ODEGARD PASSEANDO COM A BOLA DE UM  LADO PARA OUTRO.

É ASSISTIMOS A TRISTE REALIDADE DE UM FUTEBOL EM DECADÊNCIA.

 Opinião

Por que Neymar e o Bolsonarismo compartilham o mesmo destino de fracasso?

6 de julho de 2026
6min
Por que Neymar e o Bolsonarismo compartilham o mesmo destino de fracasso?
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*por Marcus Demétrios – Especialista em Gestão Pública Municipal e presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro) de Parnamirim/RN

“A decadência técnica e moral do principal camisa 10 brasileiro espelha o desastre político da extrema-direita: um rastro de individualismo, negação da realidade e a destruição completa do senso de coletividade.”

Existe um simbolismo incômodo, mas perfeitamente exato, no fato de Neymar Jr. ter se tornado o principal cabo eleitoral e aliado ideológico da família Bolsonaro. A identificação mútua não foi um acidente de percurso; foi o encontro de duas filosofias baseadas no egocentrismo, na rejeição à crítica e no desprezo pelas instituições que deveriam representar. Se o bolsonarismo sabotou o pacto social e democrático do Brasil, a liderança de Neymar implodiu a mística e a eficiência da Seleção Brasileira. Uma equipe que orbita em torno de um ídolo com esse DNA está estruturalmente condenada ao fracasso.

O Mito do “Menino”: a imaturidade como método

Dentro das quatro linhas, Neymar Jr. há muito deixou de ser a promessa de um novo Pelé para se tornar o símbolo da estagnação. O talento bruto, inegável em seus primeiros anos de Santos e Barcelona, foi asfixiado por defeitos crônicos que o impediram de alcançar o topo do mundo:

Individualismo Tático: Neymar joga para si, não para/com o coletivo. Sua insistência em prender a bola, retardar o contra-ataque e buscar o drible plástico em zonas perigosas do campo frequentemente destrói o ritmo coletivo da equipe.

O Estigma do “Cai-Cai”: A teatralidade diante de faltas leves transformou o craque brasileiro em piada global. Em momentos de alta pressão, em vez de focar na progressão do jogo, Neymar busca o conflito com a arbitragem e a simulação, desestabilizando o foco emocional do time.

Ausência nas Decisões: Enquanto ídolos do passado como Romário, Ronaldo e Rivaldo chamavam a responsabilidade nos momentos de asfixia, a marca registrada de Neymar em Copas do Mundo tem sido a omissão técnica em jogos decisivos ou as lesões decorrentes de uma preparação física negligenciada.

O caos extracampo: privilégio e impunidade

Fora de campo, a conduta de Neymar é o oposto do que se espera de um capitão e referência para as novas gerações. Sua vida pública é uma sucessão de escândalos, festas intempestivas em momentos de crise de seus clubes, problemas recorrentes com o fisco e, mais recentemente, graves infrações ambientais em suas propriedades de luxo.

Amparado por um staff subserviente e por uma blindagem familiar nociva, o jogador se recusa a crescer. Ele permanece no eterno papel de “menino”, uma blindagem retórica para justificar a irresponsabilidade de um homem de mais de 30 anos. O respeito à camisa da Seleção foi substituído pelo uso do escudo nacional como plataforma de relações públicas pessoais.

Assim como a família Bolsonaro transformou a Presidência da República em um balcão de negócios familiares e ‘lives’ de ressentimento, Neymar transformou a Seleção Brasileira em um puxadinho de suas férias e de seus amigos pagos — os “parças”.

O paralelo do desastre: jogador e político

O alinhamento político entre Neymar e o bolsonarismo faz sentido prático porque ambos operam sob a mesma cartilha comportamental. O desastre do bolsonarismo na política e o declínio de Neymar no futebol são frutos dos mesmos vícios.

Tanto no campo da política quanto no futebol, observa-se um conjunto de comportamentos semelhantes marcados pela dificuldade em lidar com críticas, pela construção de uma realidade paralela, pela transferência constante de responsabilidades e pelo incentivo à polarização.

Em relação à crítica, enquanto Bolsonaro passou a classificar a imprensa livre e as instituições de controle como “inimigas”, Neymar frequentemente trata jornalistas esportivos e torcedores críticos como “haters” movidos por inveja. Em ambos os casos, a crítica deixa de ser encarada como parte natural da vida pública e passa a ser interpretada como perseguição.

Outro aspecto é a formação de uma bolha de paranoia. Bolsonaro cercou-se de ideólogos radicais e de seus filhos, alimentando uma realidade paralela desconectada dos fatos. Neymar, por sua vez, isola-se em mansões e em um círculo de assessores e pessoas próximas que raramente o contrariam, reforçando uma percepção de mundo pouco confrontada por opiniões divergentes.

Também há uma tendência à terceirização da culpa. No discurso bolsonarista, os problemas econômicos, sanitários ou políticos são sistematicamente atribuídos a governadores, ao Supremo Tribunal Federal ou ao chamado “sistema”. No caso de Neymar, as eliminações e derrotas costumam ser atribuídas ao árbitro, às condições do campo, às escolhas do treinador ou ao acaso, raramente sendo assumida uma responsabilidade pessoal pelos resultados.

Por fim, a divisão aparece como consequência desse comportamento. Bolsonaro governou voltado prioritariamente para seu eleitorado mais radical, aprofundando a fragmentação do tecido social brasileiro. Já Neymar tornou-se uma figura que divide a própria torcida brasileira, despertando admiração em uma parcela do público e rejeição em outra, a ponto de muitos torcedores demonstrarem indiferença ou mesmo torcerem contra suas equipes quando ele está em campo.

Por que uma Seleção assim não pode dar certo?

O futebol de seleções modernas exige, acima de tudo, sacrifício, disciplina tática extrema e uma profunda conexão emocional com o torcedor. A Argentina venceu em 2022 porque havia um projeto coletivo onde dez operários corriam por um gênio (Messi) que assumia a postura de líder maduro da nação.

A Seleção Brasileira, sob a égide de Neymar, tornou-se o avesso disso. É uma equipe refém do humor de um jogador mimado, cuja filosofia de vida — em perfeita sintonia com o bolsonarismo — prega o individualismo feroz, o deboche pelas regras e a ostentação acima da competência.

Uma equipe não vence quando seu líder espiritual representa o que há de mais fraturado, egoísta e decadente em uma sociedade. Enquanto Neymar for o norte moral e técnico da Seleção, o esporte brasileiro continuará colhendo o mesmo resultado que o projeto político de seu aliado produziu: o isolamento, o vexame e a ruína institucional.

sábado, 4 de julho de 2026

 

Depois de séculos olhando para o céu, o sertão potiguar vê a água chegar pelo chão

3 de julho de 2026
7min
Depois de séculos olhando para o céu, o sertão potiguar vê a água chegar pelo chão
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Por décadas, a esperança do sertanejo chegava com as primeiras nuvens carregadas no horizonte. Agora, ela veio por outro caminho: correu pelos canais do Ramal do Apodi e cruzou a divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte. Pela primeira vez, as águas da transposição do Rio São Francisco entraram oficialmente em território potiguar, transformando uma obra de engenharia em um acontecimento histórico para uma região que aprendeu a conviver com a seca.

A chegada das águas foi acompanhada nesta sexta-feira (3) pela governadora Fátima Bezerra em Major Sales, no Alto Oeste, apenas um dia após a inauguração do Túnel Major Sales pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se a cerimônia da quinta-feira marcou a entrega de uma das principais estruturas do Ramal do Apodi, a sexta-feira simbolizou aquilo que a população aguardava havia gerações: ver a água correr.

Ao som da sanfona e apresentação do grupo Os Caboclos de Major Sales, os moradores acompanharam a passagem das águas pelo canal. Muitos cresceram vendo açudes secarem, convivendo com o abastecimento irregular e dependendo de carros-pipa para garantir o consumo humano. A cena despertou emoção entre famílias que enxergam na transposição a possibilidade de um futuro diferente para o sertão.

“Isso aqui representa desenvolvimento para o nosso povo. Mas eu enfatizaria que é, sobretudo, uma reparação do ponto de vista histórico pelo que significa o projeto da transposição das águas do São Francisco para o semiárido nordestino. É uma passagem. As águas saem da Paraíba, depois de terem passado por Pernambuco e pelo Ceará, e agora adentram o Rio Grande do Norte, deixando para trás um passado de escassez, da seca braba, e trazendo para o sertão esperança e dignidade. Dignidade porque água é vida. É água para beber e para promover o desenvolvimento.”

Emocionada, a governadora relacionou a chegada da água à própria experiência de quem cresceu convivendo com a seca.

“Para uma geração de nordestinos como eu, que conheceu a seca de perto, ver hoje as águas do São Francisco adentrando o nosso estado é uma felicidade imensa. Renova a nossa esperança de seguir construindo um Rio Grande do Norte e um Nordeste cada vez mais fortes, sustentáveis, inclusivos, prósperos e justos.”

Fátima destacou que a chegada das águas completa um ciclo iniciado com outro eixo da transposição e passa a integrar todas as regiões do estado ao sistema de segurança hídrica.

“Este é um momento emblemático porque estamos falando do Eixo Norte, do projeto de integração das águas do São Francisco. A primeira etapa contemplou a bacia do Piranhas-Açu. Agora, com a integração da bacia Apodi-Mossoró, o Rio Grande do Norte passa a ser contemplado como um todo. Todas as regiões e todos os municípios do estado passam a fazer parte desse grande projeto de segurança hídrica.”

A governadora também relembrou sua atuação política desde o início da transposição e atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decisão de transformar um projeto histórico em realidade.

“Acompanhei essa luta desde o início, quando era deputada federal, em 2007. O presidente Lula teve coragem política e sensibilidade humana para enfrentar um desafio enorme e tirar esse projeto do papel. A presidenta Dilma deu continuidade à obra mesmo enfrentando todas as dificuldades do segundo mandato, garantindo os recursos necessários para que ela não fosse abandonada.”

Ela recordou ainda o período em que presidiu a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, destacando a mobilização para garantir a retomada das obras após paralisações.

“Em 2015 e 2016, quando presidi a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, a segurança hídrica do Nordeste foi a principal pauta. Mobilizamos o Parlamento, movimentos sociais, setores produtivos e a sociedade para defender a retomada das obras, que chegaram a ser paralisadas por decisão judicial.”

Para Fátima, a conclusão da transposição só foi possível com a retomada do projeto pelo terceiro governo Lula.

“Os governos Lula e Dilma deixaram a obra praticamente concluída. Depois vieram outros governos, e todos acompanharam o que aconteceu. Quando Lula voltou à Presidência, eu dizia a ele que o destino e a vontade do povo fizeram com que retornasse também para concluir essa obra. A transposição foi incluída entre as prioridades do novo PAC e hoje aquilo que parecia um sonho impossível tornou-se realidade: as águas do Velho Chico beneficiando o semiárido do Rio Grande do Norte.”

A água chega antes da conclusão da obra

Embora o Ramal do Apodi ainda tenha etapas a serem concluídas para operar plenamente, a entrada da água no território potiguar representa um dos momentos mais emblemáticos de toda a execução da transposição. É quando uma infraestrutura construída ao longo de anos deixa de ser apenas concreto, canais e túneis para cumprir sua finalidade.

Quando estiver totalmente concluído, o ramal deverá beneficiar aproximadamente 750 mil pessoas em 54 municípios do Rio Grande do Norte, da Paraíba e do Ceará, ampliando a segurança hídrica para abastecimento humano e atividades produtivas.

Especialistas apontam que a chegada das águas tende a reduzir a vulnerabilidade dos municípios às estiagens prolongadas, fortalecer a agricultura familiar, ampliar a oferta de água para consumo e criar condições para novos investimentos econômicos na região.

Uma espera que atravessou gerações

A história da transposição do São Francisco atravessou governos, mudanças de projeto, paralisações e disputas políticas. No sertão, porém, ela sempre foi medida de outra forma: pelo tempo da espera.

Para quem vive no semiárido, a chegada da água carrega um significado que vai além da infraestrutura. Ela representa a possibilidade de romper um ciclo histórico de escassez que marcou a vida de sucessivas gerações de nordestinos.

Ainda serão necessários novos trechos, testes e etapas operacionais até que toda a estrutura esteja em funcionamento. Mas, para os moradores que acompanharam a água cruzar a fronteira do Rio Grande do Norte nesta sexta-feira, a história já começou a mudar.

Depois de séculos esperando pela chuva, o sertão viu a esperança chegar correndo pelos canais.