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Blog criado para informar a todos e a todas sobre os acontecimentos e temas do campo e da agricultura familiar.
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Para os estrategistas de inspiração leninista, a leitura do clássico O Que Fazer? permanece como um cânone fundamental para entender a tática política na atualidade. A obra ensina a eficácia da agitação e da mobilização de massas, transformando ativistas em comandantes de missões e em uma vanguarda revolucionária.
Embora estejamos distantes do cenário de 1917, o deputado federal André Janones tem demonstrado que esses princípios clássicos continuam plenamente vigentes na luta política contemporânea. A grande mudança é o campo de batalha: a esfera digital. A atuação de Janones reflete a essência dos manuais de agitação política adaptados para a internet.
O que antes dependia de panfletos impressos e comícios presenciais, hoje se traduz em redes de alcance instantâneo e alta capilaridade. Um exemplo claro dessa estratégia é a criação de canais de transmissão em aplicativos de mensagens, como o Whats App, a exemplo do canal “Exército de Lula”, que servem como ferramentas de comando e disparo rápido de narrativas para engajar a militância e influenciar o debate público em tempo real.

Ao ditar o ritmo da agitação virtual, figuras como Janones provam que o domínio das plataformas digitais é tão crucial para o sucesso político quanto o controle das ruas era no século passado. À medida que as eleições se deslocam cada vez mais para as telas dos smartphones, dominar esses mecanismos de agitação em rede deixou de ser um diferencial para se tornar o núcleo central da ação política na atualidade. Mesmo que não advoguemos o leninismo como referência teórica e política, temos que reconhecer que Janones é prova eficaz de suas táticas.
A campanha de Lula tomou outro rumo no segundo turno. O canal Exército de Lula é o diferencial no que tange à centralização e mobilização de ações em grandes ondas imitativas nas redes. O bordão janonista “Explodam” é a palavra de ordem para soldados replicarem conteúdos em grande escala.
Viva Janones. Viva Lula.

© Agência Senado / Leopoldo Silva

Nesta quarta-feira (21), voltou a repercutir nas redes sociais um artigo da Agência Pública que aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria exercido forte influência política sobre seis hospitais federais do Rio de Janeiro entre 2019 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, onde servidores teriam denunciado uma suposta rede de corrupção.
A publicação relatou que, de acordo com gestores e ex-gestores hospitalares, parlamentares, funcionários dos órgãos de controle da União e servidores públicos, Flávio teria desempenhado um papel na gestão dos hospitais mesmo sem ocupar cargo no Executivo e durante a maior crise sanitária do país.
Segundo a CPI da Covid, cerca de 30% dos leitos clínicos e de UTI dos hospitais e institutos federais do Rio permaneceram fechados durante a pandemia, principalmente por falta de profissionais. Em abril de 2023, uma fiscalização parlamentar encontrou 735 leitos bloqueados ou inoperantes, alas trancadas, equipamentos abandonados e obras paralisadas. O Estado do Rio de Janeiro registrou mais de 2,8 milhões de casos confirmados de Covid e 77.166 mortes, sendo que mais da metade delas – 38,8 mil – ocorreram na capital.
Auditorias do TCU e da CGU identificaram sobrepreços estimados em R$ 69 milhões numa licitação de materiais cirúrgicos e R$ 18,1 milhões em outra de medicamentos contra o câncer. As irregularidades foram detectadas preventivamente, antes da assinatura dos contratos.
A atuação de políticos nos bastidores dos seis hospitais federais do Rio – Hospital do Andaraí, Hospital Geral de Bonsucesso, Hospital Cardoso Fontes, Hospital de Ipanema, Hospital da Lagoa e Hospital dos Servidores – durante a pandemia, deixou marcas nas unidades que fazem parte da rede de assistência do SUS. A milícia chegou a ocupar um terreno do Hospital Cardoso Fontes para extorquir funcionários e familiares de pacientes com a cobrança de estacionamento, segundo a Polícia Civil.
Ainda de acordo com a 'Pública', a gestão com liderança de Flávio Bolsonaro foi tão desastrosa que os hospitais acabaram sendo sucateados e mesmo com o grande número de pacientes, acabou demitindo profissionais e encerrando contratos com prestadores de serviços que eram essenciais.
Há também indícios de superfaturados de contratos. Durante a pandemia, enquanto brasileiros precisavam de atendimento, leitos permaneciam fechados e auditorias apontavam sobrepreços milionários em compras básicas para manter os centros de saúde.
O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), que é pastor evangélico de direita, acusou Flávio de ter liderado um esquema de corrupção nos hospitais federais do Rio. “Toda a estrutura de poder e de indicação política, e as empresas que participariam de licitações, que ganhariam ou perderiam, tudo isso estava dentro do grupo cuja cabeça era o senador Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Procurado, Flávio Bolsonaro não respondeu aos pedidos de entrevista.