sexta-feira, 10 de julho de 2026

 

Após mais de R$ 15 milhões em shows, Natal adia Festival de Quadrilhas

10 de julho de 2026
6min
Após mais de R$ 15 milhões em shows, Natal adia Festival de Quadrilhas
Investimento total no Festival seria de R$ 456 mil, mas Prefeitura alegou dificuldades para captação de recursos - Foto: Arquivo Secom/Funcarte
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A Prefeitura de Natal gastou mais de R$ 15 milhões para as atrações do São João de Natal que aconteceu em junho na Arena das Dunas e no Ginásio Nélio Dias. No entanto, alegou dificuldades para captar recursos para a realização do Festival de Quadrilhas 2026, e o evento precisou ser adiado.

O comunicado do adiamento deixa claro que o Festival poderá não ser realizado em 2026. A explicação dada em nota pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult/Funcarte), na quarta-feira (8), foi a impossibilidade de captação dos recursos necessários pela organização do evento junto à Lei Câmara Cascudo.

A pasta informou que, embora todas as etapas de responsabilidade da Secult/Funcarte tenham sido cumpridas, a empresa Natal Cultural, responsável pela execução do festival há 11 anos, não conseguiu viabilizar a captação de recursos indispensáveis para o custeio do evento, situação que inviabiliza sua realização neste momento.

O Festival de Quadrilhas deste ano foi inicialmente agendado para 25 a 28 de junho, e depois remarcado para 9 a 12 de julho. A explicação dada pela Prefeitura à época foi a “necessidade de ajustes técnicos”. O município é responsável pela premiação dos grupos juninos vencedores, valor que totalizaria R$ 120 mil dentre todas as categorias, assim como pela ajuda de custo para as agremiações participantes e selecionadas por edital público, um investimento global de R$ 456 mil.

Situação semelhante não foi vivenciada nos grandes shows realizados na Arena das Dunas e Nélio Dias, com festas que aconteceram de 5 a 28 de junho nos dois polos. Com base no Diário Oficial do Município, a Agência SAIBA MAIS fez o levantamento dos cachês dos artistas que subiram ao palco nos dois locais — artistas locais podem ter ficado de fora devido à falta de citação na programação divulgada pela Prefeitura em 25 de junho.

Segundo essa programação, as festas na Arena das Dunas (oito dias de shows, entre 5 e 21 de junho) tiveram quatro atrações em cada dia. Já as festas no Nélio Dias foram feitas de 26 a 28 de junho, com três atrações principais para cada noite — somando 41 cachês ao todo. Um 42º cachê pertence ao humorista Tirullipa, contratado para uma apresentação de duas horas, em que recebeu R$ 100 mil. Ao todo, o investimento feito com esses artistas foi de R$ 15.338.000.

Maiores cachês chegaram a quase R$ 1 milhão

Dois artistas receberam os maiores valores para a edição do São João 2026: Leonardo e Simone Mendes embolsaram, cada um, R$ 950 mil. Nattan (R$ 800 mil) e Bruno e Marrone, Calcinha Preta e Natanzinho Lima também aparecem entre os cachês mais elevados, tendo recebido R$ 850 mil cada (veja a lista completa abaixo).

Os cachês superam, ainda, o teto recomendado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) em abril, que foi de R$ 700 mil. O teto havia sido sugerido para coibir a elevação desproporcional de custos, sem possuir natureza impositiva. Ou seja, a contratação acima dos valores de referência não constitui por si só uma irregularidade.

Quadrilhas poderão se apresentar em escolas e eventos públicos

Ainda na nota, a gestão municipal afirma que reconhece a importância do Festival de Quadrilhas para a cultura popular, para os grupos juninos e para a economia criativa da cidade, e segue acompanhando a busca por alternativas que possam viabilizar sua realização.

O texto informa ainda que, como medida para assegurar a valorização do movimento junino, a Liga das Quadrilhas Juninas colocou à disposição da Secretaria os 12 grupos contemplados pelo edital de apoio para a realização de apresentações em escolas, eventos e outros espaços públicos e comunitários. A ação permitirá que a população tenha acesso aos espetáculos preparados ao longo do ano, em proposta que já está sendo estudada pela Secult/Funcarte.

“A Prefeitura do Natal segue comprometida com a valorização da cultura popular e manterá os grupos juninos e a sociedade informados sobre qualquer avanço relacionado ao festival”, apontou.

Confira os valores pagos a artistas do São João 2026:

ArtistaCachê
LeonardoR$ 950 mil
Simone MendesR$ 950 mil
NattanR$ 900 mil
Bruno e MarroneR$ 850 mil
Calcinha PretaR$ 850 mil
Natanzinho LimaR$ 850 mil
Xand AviãoR$ 800 mil
Zezé di Camargo & LucianoR$ 750 mil
PabloR$ 700 mil
Matheus e KauanR$ 700 mil
Henry FreitasR$ 600 mil
Seu DesejoR$ 500 mil
ZezoR$ 490 mil
Léo FogueteR$ 450 mil
Mano WalterR$ 400 mil
Limão com MelR$ 350 mil
Matheus FernandesR$ 350 mil
Michele AndradeR$ 350 mil
FagnerR$ 280 mil
Filho do PiseiroR$ 280 mil
Kátia & Aduílio R$ 280 mil
Samyra ShowR$ 280 mil
Toca do ValeR$ 280 mil
GrafithR$ 250 mil
Zé CantorR$ 250 mil
Claudio Ney e JulianaR$ 220 mil
Cavaleiros do Forró R$ 180 mil
Kadu MartinsR$ 180 mil
Circuito MusicalR$ 150 mil
Marina ElaliR$ 120 mil
Aline ReisR$ 100 mil
Raynel GuedesR$ 100 mil
JotavêR$ 100 mil
Arnaldinho NettoR$ 100 mil
TirullipaR$ 100 mil
Israel FernandesR$ 70 mil
Daniel DonatoR$ 60 mil
Giullian MonteR$ 50 mil
Natan ViníciusR$ 50 mil
AbielR$ 29 mil
Ricardo BrittoR$ 29 mil
Messias ParaguaiR$ 10 mil
TOTALR$ 15.338.000

quinta-feira, 9 de julho de 2026

 Democracia

Styvenson sentiu críticas por assinar PEC da “escala 7x0”, diz Samanda

9 de julho de 2026
3min
Styvenson sentiu críticas por assinar PEC da “escala 7x0”, diz Samanda
PEC 12/2026 virou alvo de centrais sindicais, que disseram que texto promove a precarização do emprego e abre caminho para uma possível “escala 7x0” - Fotos: Francisco de Assis/CMNAT e Ton Molina/Agência Senado
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A vereadora e pré-candidata a senadora Samanda Alves (PT) disse que o senador Styvenson Valentim (Podemos) sentiu as críticas por ter assinado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, de autoria de Rogério Marinho (PL). O texto virou alvo de centrais sindicais, que disseram que a PEC promove a precarização do emprego e abre caminho para uma possível “escala 7×0”.

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As declarações foram dadas em entrevista ao programa Repórter 98, da 98 FM. “Ele quer negar agora, mas ele assinou uma emenda que permite que o trabalhador, em palavras do senador Rogério Marinho, que indicou a [proposta de] emenda, possa trabalhar até 50 horas”, disse Samanda Alves.

Ela se referiu a uma declaração de Marinho, autor original da PEC, que em vídeo divulgado no final de maio falou da possibilidade de negociação entre patrão e empregado.

“A PEC 12 propõe que haja uma alternativa à situação que está se afigurando, ou seja, jornada flexível, que quem quiser trabalhar num determinado dia do ano e num determinado horário tenha a possibilidade de fazer livre negociação com os patrões, ou por ocasião da sua contratação, ou através do seu sindicato e que seja remunerado também por horas trabalhadas. Se você quiser trabalhar 20 horas, 30 horas, 40 horas, 50 horas, é possível”, afirmou Rogério Marinho.

Saiba Mais: Rogério Marinho sugere jornadas de até 50 horas e é criticado

Styvenson chegou a entrar com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) contra a deputada federal Natália Bonavides (PT). Ele reclamou de propaganda eleitoral antecipada negativa, em decorrência das críticas da parlamentar à assinatura da PEC 12/2026; nesta semana, a Justiça Eleitoral determinou a retirada dos conteúdos das redes sociais.

Na entrevista, Samanda foi questionada se Styvenson sentiu politicamente que o eleitor não estava alinhado com o apoio à PEC 12/2026.

“Acho que ele sentiu, é tanto que já tem gestos dele de recuo na assinatura dessa emenda, e foi uma decisão liminar que a gente respeita”, disse.

Saiba Mais: Centrais dizem que PEC de Rogério Marinho abre caminho para “escala 7×0” 

“A gente tem vários especialistas, vários estudos, mostrando que o trabalhador hoje, com as tecnologias, consegue produzir muito mais e ter um horário de descanso maior, que isso não afeta na produção, que é muito legítimo que os trabalhadores trabalhem um pouco menos”, prosseguiu a pré-candidata.

Sub-representação na bancada potiguar

Ainda na entrevista, a pré-candidata petista disse que vê o Rio Grande do Norte sub-representado no Senado e defendeu uma maior atuação dos parlamentares locais. 

“Eu tenho uma avaliação que o Rio Grande do Norte é sub-representado no Senado. O Senado virou um balcão de negociação de emendas, e o Senado é muito maior que isso. Vejamos que um senador do Rio Grande do Norte tem o mesmo peso de um senador de qualquer estado da federação. Então, tem muitas pautas que estão colocadas que a gente precisa se fazer ouvir, em defesa do nosso estado”, defendeu.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

PROPOSTA DE ODON

 CIRCULOU ONTEM UM VIDEO COM O EX-PREFEITO DE CURRAIS NOVOS, ODON, QUE DAR UMA IMPORTANTE NOTICIA, QUE ESTEVE NA CONAB REIVINDICANDO QUE A CONAB TAMBÉM COMERCIALIZE FARELO DE SOJA, NA MESMA DINÂMICA DO MILHO, SE FOR EFETIVADO ESTA AÇÃO, VAI SER DE GRANDE VALIA PARA OS PEQUENOS PRODUTORES QUE DEPENDEM DESTE PRODUTO PARA ALIMENTAR O REBANHO

segunda-feira, 6 de julho de 2026

A SITUAÇÃO DO POTENGI

 A REGIÃO DO POTENGI AOS POUCOS VAI PERDENDO SUA IDENTIDADE, ALGUNS FALAM QUE ESTAMOS NA REGIÃO AGRESTE, QUANDO NA VERDADE ESTAMOS NA REGIÃO DO POTENGI, COM UMA CERTA PARTICULARIDADE, A DECADÊNCIA DE ALGUNS DOS SEUS MUNICIPIOS, E AQUI TRAGO UM DESTAQUE PARA O MUNICIPIO DE SÃO TOMÉ, OUTRORA CAPITAL DO POTENGI, COM SUA FEIRA AOS SÁBADOS,COMO REFERÊNCIA DE PRINCIPAL CIDADE, ASSIM COMO É JOÃO CÂMARA PARA O MATO GRANDE.

SE CIRCULARMOS POR ALGUNS MUNICIPIOS DO POTENGI E DE ALGUMA FORMA TENTAR UMA COMPARAÇÃO PODEMOS DIZER QUE SÃO TOMÉ, APESAR DE SER A DÉCIMA QUINTA CIDADE EM EXTENSÃO DO ESTADO, AO MESMO TEMPO VEM PERDENDO EM TERMOS DE REFERÊNCIA NA REGIÃO , E AÍ LISTAMOS SÃO PAULO DO POTENGI, RIACHUELO E  O PRÓPRIO BOM JESUS COMO CIDADES QUE VÃO ALÉM DE SÃO TOMÉ.

PODEMOS CREDITAR AS ULTIMAS ADMINISTRAÇÕES QUE VEM DE FRANCISCO ESTRELA A ANTEOMAR PEREIRA, COM MAIS DE 30 ANOS DE ATRASO PARA O MUNICÍPIO.

 Opinião

A festa acabou: os mesmos ganharam e nós perdemos, outra vez

6 de julho de 2026
3min
A festa acabou: os mesmos ganharam e nós perdemos, outra vez
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O Brasil encerrou neste domingo sua campanha na Copa do Mundo de Futebol de forma melancólica e vergonhosa.

Com resultados pífios para um time trilionário, a seleção amarelinha que sempre amedrontava seus adversários, amarelou de vez e caiu diante de um jovem que precisou de apenas duas bolas para definir o jogo e impingir mais uma derrota aos tetracampeões da enrolação.

O país, paralisado diante da TV, assistiu a um time que não conseguiu criar uma jogada que pagasse o ingresso ou exercer minimamente o domínio territorial do jogo, como fez em todas as partidas que disputou nessa copa. Uma vergonha esperada, em que venceram os bilhões de interesses envolvidos nesse negócio.

O Brasil pode ter perdido a partida para a Noruega e sua chance de conquistar seu quinto campeonato mundial, interpretando um roteiro que se repete há mais de vinte anos com o mesmo final infeliz.

Se em campo, nossa seleção ficou mais uma vez pelo meio do caminho, não se pode dizer o mesmo de seus principais atletas, que faturaram milhões em contratos publicitários, transferências de clubes e outras transações.

E se ao ver o Brasil perder a nação chorou, muita gente está rindo à toa, de bolsos transbordando de dinheiro. Há, também, outros tantos que se aproveitaram, mais uma vez, da farra bancada com o dinheiro fácil da Confederação Brasileira de Futebol e seus patrocinadores.

Não se pode, porém, dizer que os maiores ganhadores dessa Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, porque não foram. Os cartolas da FIFA e das confederações de futebol, os empresários dos jogadores e as empresas de apostas, agora chamadas de Bets, ficaram com o filé da festa.

Essas máquinas de endividar incautos têm faturado bilhões de reais e destruido a vida de milhões de pessoas pelo mundo a fora. No Brasil, as apostas viraram uma epidemia tão destruidora quanto a Covid, que ceifou a vida de 700 mil brasileiros.

O mal causado pelas apostas já fez muito mais estrago que isso, o que só comprova a máxima de que, num jogo em que suas chances de ganhar são as mesmas que você aposte ou não, só eles ganham e ponto final.