sábado, 29 de dezembro de 2012

COMITIVA DE SENADORES VAI VISITAR ÍNDIOS GUARANI-CAIOVÁ NO MS


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DE SÃO PAULO
DA AGÊNCIA SENADO

Após o debate sobre o conflito entre fazendeiros e índios guarani-caiová em Mato Grosso do Sul, uma comitiva de senadores vai visitá-los na região de Dourados (MS). A intenção é analisar a situação em enfrentam os índios que estão sendo ameaçados de expulsão daquelas terras.
A comitiva que fará a visita aos índios pertence à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.
A presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Marta Maria do Amaral Azevedo, poderá participar da comitiva. Na avaliação do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o governador do Mato Grosso do Sul também deve participar do diálogo para chegar a um entendimento que resolva o impasse. Foi o petista que convidou a dirigente da Funai.
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Na última quinta-feira (1º), o Senado promoveu uma audiência pública para debater o tema. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou que esses indígenas "vêm enfrentando problemas há muito tempo". Para ele, é necessário acompanhamento mais aprofundado por parte do Senado e do governo.
Sobre a regularização de terras indígenas, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) sugeriu a constituição de uma comissão mista de senadores e deputados para acompanhar a situação da demarcação terras e a efetiva posse delas pelos indígenas.
19.out.2012-Wilson Dias/Agência Brasil
Índio colocando cruzes em protesto em frente ao Congresso Nacional
Índio colocando cruzes em protesto em frente ao Congresso

O senador João Capiberibe (PSB-AP) criticou a demora das decisões dos tribunais e defendeu o levantamento minucioso de todos os processos em trâmite no Judiciário para identificar as partes envolvidas, as datas em que se iniciaram os processos e as áreas onde há conflitos.
Capiberibe também afirmou que vai requerer informações ao Ministério da Justiça e ao Ministério Público sobre os inquéritos policiais relativos a assassinato de lideranças indígenas da etnia guarani-caiová em andamento. Para ele, os inquéritos não avançam por divergências políticas.

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