Aécio diz que é vítima de “incompreensões” e pedirá ao STF apuração sobre vazamento da Odebrecht
Em coletiva de imprensa realizada em Brasília, o tucano se disse indignado com declarações sobre suposto repasse a ele por meio de uma conta em Nova York, que seria operada por sua irmã. “Uma afirmação falsa, irresponsável e criminosa”, disseAo lado de seus advogados, o ex-presidente do STF Carlos Velloso e o ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira, o senador e presidente da Executiva Nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), afirmou que pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de petição ainda neste sábado (1ª), acesso à delação de Benedicto Junior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura. Além disso, o senador tucano disse que solicitará ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, apuração contra o vazamento do conteúdo da delação premiada do empreiteiro com o Ministério Público Federal (MPF).
Conforme revela a reportagem, Benedicto Junior diz que os valores repassados seria uma contrapartida “ao atendimento de interesses da construtora em empreendimentos como a obra da Cidade Administrativa do governo mineiro, realizada entre 2007 e 2010, e a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Estado de Rondônia, de cujo consórcio participa a Cemig, a estatal mineira de energia elétrica”. A informação foi publicada pela revista Veja desta semana e é baseada em delação do empreiteiro que ainda permanece em sigilo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a coletiva, Aécio diz que propôs “franquear uma procuração” para que, caso identificassem o nome do banco, pudessem saber se existe conta em seu nome, ou em nome de membros da sua família. “Portanto, é muito mais difícil você se defender de algo tão genérico do que de algo específico”, defendeu-se.
“Volto a ser vítima desses mesmos ataques, dessas mesmas incompreensões”, disse Aécio referindo-se às denuncias apresentadas por seus adversários políticos quando disputou eleições presidenciais.
Aécio afirmou ainda que um de seus advogados “entrou em contato com o advogado Alexandre Wunderlich, que representa o delator Benedito Júnior, e este lhe informou que não existe na delação de seu cliente qualquer referência à irmã do senador ou a qualquer conta vinculada a ela em Nova York”.
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