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DANIEL CARVALHO
ENVIADO ESPECIAL AO PIAUÍ
ENVIADO ESPECIAL AO PIAUÍ
Famílias que nos últimos meses deixaram a miséria com o complemento do Brasil Carinhoso enaltecem Dilma, Lula e o Bolsa Família, enquanto ainda vivem sob uma estrutura precária, sem emprego, porém com mais comida no prato.
Esse foi o quadro encontrado pela Folha há duas semanas em diferentes municípios do Piauí, onde conversou com famílias que tecnicamente são ex-miseráveis.
Antônia Pereira Galvão, 35, dona de casa em Joaquim Pires (a 229 km de Teresina), recebeu um complemento de R$ 28 no Bolsa Família, que agora atingiu R$ 162 mensais e ajuda a sustentar o marido e os três filhos.
Ela diz que o aumento é "ajuda que Deus dá" e que o utiliza para comprar comida. A seca impede o marido de fazer bicos na roça.
Apesar de dizer que o Bolsa Família melhorou a vida dela "100%", Antônia ainda passa por dificuldades. "Leite para as crianças às vezes falta", conta ela, que pretende votar em Dilma, caso a petista dispute a reeleição em 2014.
Beneficiários do Bolsa Família
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A 23 km dali fica o município de Murici dos Portelas, onde, segundo o IBGE, 48,2% dos 8.464 habitantes vivem na pobreza extrema.
Francisca Oliveira, 36, o marido e sete filhos vivem em casa de taipa e dormem em redes com galinhas.
A comida, que Francisca diz não faltar depois que o Bolsa Família pulou de R$ 322 para R$ 422, é feita em um arremedo de fogão de barro. O ambiente cheira a urina.
Francisca era agricultora, mas decidiu parar de trabalhar após o aumento no benefício. Questionada pela reportagem, disse: "Acho que não [sou mais miserável]. Melhorou muito minha vida".
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