Ou a Esquerda se une ou não vai ao 2º turno
Lessa: nem os canalhas imaginavam que o fascismo era tão forte
publicado
09/04/2018
O Conversa Afiada reproduz da Fel-lha trecho da entrevista do Professor Renato Lessa, da PUC do Rio, a Patrícia Campos Mello:
(...) O país hoje tem uma extrema
direita aberta, com visibilidade, que representa o resíduo de boçalidade
presente no Brasil, mas entrou no sistema político e tem um candidato
competitivo. Não acredito que esse candidato vá perder votos porque o
Lula vai sair. Esse candidato expressa demônios que estavam no fundo da
garrafa e foram destampados a partir do processo de impeachment. Algo
que mesmo os líderes do impeachment não imaginavam que pudesse
acontecer. Os caciques do PMDB e PSDB não imaginavam que essa subcultura
protofascista se disseminasse tanto.
Enquanto isso, não há discussão de uma agenda que precisaria ser discutida na eleição. Ninguém pode negar que a questão da Previdência precisa ser discutida, embora eu discorde da forma como o governo Temer fez isso. Uma boa hora para discutir é uma campanha eleitoral, com conteúdo, não só com marketing político.
Essa discussão não foi levada ao cidadão, tentou se passar essa agenda através de uma mudança heterodoxa no ciclo político.
Apesar de dizerem que Temer mantinha ótimo trânsito com o Parlamento, a mãe de todas as reformas, da Previdência, não vingou, a reforma trabalhista é uma medida provisória que vai vencer daqui a pouco. A única reforma que passou foi o teto de gastos, que fica prejudicado se a da previdência não passar.
Enquanto isso, não há discussão de uma agenda que precisaria ser discutida na eleição. Ninguém pode negar que a questão da Previdência precisa ser discutida, embora eu discorde da forma como o governo Temer fez isso. Uma boa hora para discutir é uma campanha eleitoral, com conteúdo, não só com marketing político.
Essa discussão não foi levada ao cidadão, tentou se passar essa agenda através de uma mudança heterodoxa no ciclo político.
Apesar de dizerem que Temer mantinha ótimo trânsito com o Parlamento, a mãe de todas as reformas, da Previdência, não vingou, a reforma trabalhista é uma medida provisória que vai vencer daqui a pouco. A única reforma que passou foi o teto de gastos, que fica prejudicado se a da previdência não passar.
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