Lava Jato engolfa planos de Renan, crê governo
Josias de Souza
Diferentemente do que sucede na Câmara, onde Eduardo Cunha cabala votos à luz do sol, Renan hesita em deflagrar o processo no Senado. Político à moda antiga, o cacique do PMDB alagoano não tem o hábito de declarar o seu desejo de poder. Prefere difundir a lorota segundo a qual o cargo é um calvário que não se postula. E fica esperando ser “convocado” pelos correligionários.
O Planalto receia que, dessa vez, a estratégia não funcione. Trabalha-se com a perspectiva de que, quando puderem soar em público a plenos pulmões, as vozes da delação do caso Petrobras proporcionarão a Renan bem mais do que meros constrangimentos. Quem colocar no lugar?, eis a pergunta que a turma de Dilma tenta responder. Busca-se uma alternativa do próprio PMDB. Além de um nome, falta ao governo o essencial: avisar ao Renan.
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