sexta-feira, 28 de agosto de 2026

 

Sandro Pimentel defende fim da escala 6x1 e lei anti-calote no Senado

28 de agosto de 2026
3min
Sandro Pimentel defende fim da escala 6x1 e lei anti-calote no Senado
O candidato a senador disse que quer apresentar uma lei contra as empresas terceirizadas que prestam serviço ao poder público, mas não pagam em dia os salários dos funcionários contratados - Foto: Victor Meirelles
QR Code

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Entrevistado da noite desta quinta-feira (27) na sabatina com candidatos a senadores da Band-RN, Sandro Pimentel (PSOL) saiu em defesa do fim da escala 6×1 e prometeu apresentar como projeto de lei, caso seja eleito, uma lei anti-calote para proteger terceirizados.

Pimentel criticou a demora na tramitação da PEC do fim da escala 6×1 no Senado — o texto já foi aprovado pela Câmara. Ele convocou a população a um ato no domingo (30) e disse que vários dos trabalhadores, como aqueles por aplicativo, não têm folga nenhuma.

“Nós queremos que as pessoas tenham direito a ir pra uma praia, a um shopping, a um lazer no final de semana, levar a sua família, seus filhos, sua esposa, seu namorado, seu companheiro, etc. Então isso não dá pra continuar assim, onde as pessoas trabalham seis dias por semana, só têm um dia de folga e mais. Muitos dos trabalhadores e das trabalhadoras estão na 7×0. Não tem folga nenhuma, basta ver as pessoas que operam em aplicativos”, afirmou.

O candidato a senador disse que quer apresentar uma lei contra as empresas terceirizadas que prestam serviço ao poder público, mas não pagam em dia os salários dos funcionários contratados — a chamada lei anti-calote. 

“Para preservar os trabalhadores e as trabalhadoras terceirizadas que ficam muitas vezes sem receber o FGTS, férias, 13º”, disse.

E afirmou que também pretende levar uma lei de sua autoria no Rio Grande do Norte, quando foi deputado estadual, para Brasília: o Estatuto de Cuidado e Proteção aos Animais. 

Sandro Pimentel ainda prometeu fiscalizar o Poder Judiciário, e disse que é impossível ficar milionário com o atual teto do funcionalismo público, de R$ 46.366,19. “Esses que têm jatinho e que têm iate, fruto dos seus mandatos ou fruto de algum cargo no Judiciário, é porque roubou”, criticou.

“Então nós vamos fiscalizar o Poder Judiciário. Não dá para continuar o Conselho Nacional de Justiça sozinho fiscalizando, sendo majoritariamente composto por quem está no Judiciário. É a raposa tomando conta do galinheiro. Então nós queremos fazer uma mudança severa nesse processo”, apontou.

Pimentel ainda reivindicou ser parte do chamado “time de Lula” no estado. O PSOL nacional está na coligação do presidente à reeleição, mas no Rio Grande do Norte PT e PSOL estão em chapas separadas com candidatos próprios ao Governo e Senado.

“Eu faço parte do time de Lula. Talvez eu esteja na reserva, mas eu faço parte porque eu voto em Lula, eu estou pedindo voto para Lula, o PSOL é aliado, nós estamos fazendo uma aliança nacional e nós vamos percorrer os quatro cantos desse estado e do Brasil onde o PSOL está para que a gente consiga reeleger o presidente Lula a, novamente, mais quatro anos. Essa coisa de estar no time ou de não estar no time, aí depende muito da forma com que se foi construído e a gente respeita, mas o nome de Lula eu levo para onde vou nessa campanha”, explicou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário