quinta-feira, 20 de agosto de 2026

 

Seja bem-vindo, presidente Lula! O seu time no RN está pronto para avançar

20 de agosto de 2026
9min
Seja bem-vindo, presidente Lula! O seu time no RN está pronto para avançar
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Por Fátima Bezerra, professora e governadora do RN

Há momentos na vida pública em que a gente percebe que uma história não está chegando ao fim. Está ganhando novas mãos. Novas vozes. Novos rostos. Uma nova geração.

É esse sentimento que carrego ao olhar para o Rio Grande do Norte neste início de uma nova caminhada eleitoral. Não como quem se despede, mas como quem olha para trás com orgulho, reconhece o que foi construído e, sobretudo, olha para frente com a certeza de que uma nova geração está pronta para assumir responsabilidades e continuar avançando.

E talvez seja por isso que a chegada do presidente Lula ao Rio Grande do Norte, neste momento, tenha um significado tão especial para mim.

Lula faz parte da minha história. Faz parte da história do nosso projeto político e, sobretudo, faz parte da história de milhares de homens e mulheres que aprenderam que a política pode mudar suas vidas.

Nossa trajetória tem muitas coisas em comum.

Eu, assim como o presidente Lula, não nasci em berço de ouro. Comecei a vida em Nova Palmeira, em uma família de origem popular, convivendo com as dificuldades da seca, com a comida que muitas vezes precisava ser racionada e até com a interrupção dos estudos porque não havia condições de continuar.

Lula conhece essa história porque também veio de um Brasil em que milhões de brasileiros precisavam lutar todos os dias para sobreviver.

Talvez seja essa uma das razões pelas quais nossa caminhada política tenha sido tantas vezes atravessada pela mesma convicção, o Estado não pode existir para proteger privilégios. Ele precisa existir para abrir caminhos para quem historicamente teve os caminhos fechados.

Foi essa convicção que me trouxe até o Governo do Rio Grande do Norte.

E foi também ela que me fez compreender que chegar ao poder não poderia ser um ponto de chegada. Precisávamos reconstruir o Estado e colocá-lo novamente a serviço da população.

Quando assumimos o governo, encontramos um Rio Grande do Norte profundamente endividado, com dificuldades para manter serviços essenciais e com a capacidade de investimento praticamente comprometida. Foram anos de muito trabalho para recuperar as contas, reconstruir políticas públicas, retomar investimentos e devolver ao Estado a capacidade de planejar e realizar.

Muito foi feito. Mas muito ainda precisa ser feito. E é justamente aí que Lula volta a ocupar um lugar tão importante na nossa história.

Quando retornou à Presidência da República, em 2023, Lula encontrou um Brasil que também precisava ser reconstruído. Políticas públicas haviam sido desmontadas, direitos estavam ameaçados e o Estado brasileiro havia perdido capacidade de cuidar de milhões de pessoas.

Lula voltou e começou a reconstruir.

Agora, o Brasil tem diante de si a possibilidade de abrir um novo ciclo. Um ciclo em que aquilo que foi reconstruído possa avançar ainda mais, com mais investimentos, mais desenvolvimento, mais oportunidades e mais inclusão social.

Para o Rio Grande do Norte, isso é decisivo. Nosso Estado precisa estar preparado para esse novo momento. Precisa de um governo capaz de dialogar com Brasília, de construir parcerias, de defender seus interesses e de transformar as oportunidades nacionais em desenvolvimento para os potiguares.

É por isso que acredito que a discussão de 2026 não pode ser apenas sobre quem vai ocupar determinado cargo. É uma discussão sobre projeto. E, sobretudo, sobre quem estará preparado para levar esse projeto adiante.

É por isso que celebro com muita alegria e esperança a renovação. E uma renovação, não apenas do ponto de vista geracional, mas com muito espírito público e compromisso.  

Porque uma das maiores conquistas de uma trajetória política é ajudar a formar uma geração capaz de ocupar esses espaços com preparo, compromisso, coragem e espírito público. E é exatamente isso que vejo acontecendo hoje no Rio Grande do Norte.

Uma nova geração está chegando.

É nesse sentido que vejo Cadu.

Ele conhece o Estado, conhece a administração pública, conhece os desafios que enfrentamos e participou de perto do processo de reconstrução que iniciamos.

Tem preparo técnico, mas isso, sozinho, não basta. Quem governa precisa ter caráter, compromisso público, capacidade de diálogo e mãos limpas.

Cadu representa, para mim, essa possibilidade de renovação com experiência, com sabedoria e sensibilidade humana. Afirmo com muita serenidade: ele está preparado para fazer um governo à altura dos sonhos do povo do Rio Grande do Note. E vejo essa mesma disposição de contribuir com o estado em Rafael Motta, que também faz parte desse campo político comprometido com a democracia e com o desenvolvimento do nosso Estado.

E vejo essa renovação também em Samanda e em tantas outras companheiras que ocupam a política com uma energia nova, mas sem abrir mão da experiência, da formação e da responsabilidade que a vida pública exige.

Isso é renovação de verdade. Não é simplesmente trocar pessoas. É ampliar a presença de novas vozes, novas experiências e novas formas de fazer política. É permitir que mulheres que durante tanto tempo foram chamadas a participar apenas dos bastidores estejam agora no centro das decisões sobre o futuro do Estado e do país.

Samanda, para mim, tem ainda um significado especial.

Eu trabalhei com ela. Conheci de perto sua capacidade de trabalho, sua seriedade, sua disposição para enfrentar desafios e seu compromisso com a vida pública. Ela conhece o nosso governo por dentro. Conhece as dificuldades que enfrentamos, as decisões que precisamos tomar, as conquistas que alcançamos e aquilo que ainda precisamos construir.

Por isso, quando falo de Samanda, não falo apenas de uma nova liderança que surge. Falo de alguém que eu conheço e em quem confio. Vejo nela uma mulher preparada para ocupar um espaço nacional e levar para Brasília a voz do Rio Grande do Norte, da classe trabalhadora e de tantos homens e mulheres que precisam de representação política comprometida com suas vidas.

E há algo especialmente bonito nisso.

A menina que um dia precisou enfrentar as dificuldades da pobreza para estudar e chegar à universidade hoje olha para uma nova geração de mulheres ocupando os espaços que nós lutamos para abrir.

Isso é legado. Não o legado entendido como algo que pertence a uma pessoa, mas como aquilo que uma geração entrega à outra.

Essa talvez seja uma das maiores diferenças entre um projeto político coletivo e um projeto pessoal. Projeto pessoal termina quando termina a pessoa. Projeto coletivo continua quando encontra quem esteja disposto e preparado para seguir adiante.

Lula sabe que ninguém transforma um país sozinho. Eu também sei que ninguém transforma um Estado sozinho. Precisamos de gente comprometida, de equipes, de alianças, de diálogo e, principalmente, de um propósito comum.

É por isso que a presença de Lula no Rio Grande do Norte neste momento não é apenas motivo de alegria para mim. É também um sinal de esperança.

Porque eu conheço Lula. Conheço sua capacidade de acreditar quando muitos já perderam a esperança. Conheço sua disposição de reconstruir quando tantos preferem destruir. E sei o quanto ele representa para o povo brasileiro, especialmente para aqueles que durante muito tempo foram invisíveis para o poder.

Quero ver o Rio Grande do Norte preparado para caminhar junto com esse novo momento do Brasil. Quero ver um Estado capaz de avançar aproveitar os investimentos, os programas que já estão em curso e as oportunidades que virão. Quero ver nossa bancada defendendo os interesses do povo potiguar. Quero ver mulheres ocupando cada vez mais espaços de poder. Quero ver uma nova geração governando com responsabilidade, humanidade e compromisso.

É por isso que começo esta caminhada com esperança. Não como quem olha para trás para pedir que o passado se repita, mas como quem olha para frente acreditando que o futuro pode ser ainda melhor.

Tenho muito orgulho da história que construímos. Tenho orgulho de ter sido a primeira governadora de origem popular do Rio Grande do Norte. Tenho orgulho das dificuldades que enfrentamos e das transformações que conseguimos realizar.

Mas talvez uma das maiores alegrias de uma trajetória política seja perceber que aquilo que você ajudou a construir não termina em você. Ao contrário. Ganha novas vozes. Ganha novos rostos. Ganha uma nova geração. E ganha, também, a possibilidade de caminhar ao lado de Lula em um novo ciclo de  bem-estar, cidadania, desenvolvimento do Brasil.

Muito vale o que já foi feito. Mas, como diz a canção que sempre me acompanha, mais vale o que será.

O futuro não começa do zero. Ele começa com tudo aquilo que fomos capazes de construir, com as lutas que travamos, com as conquistas que alcançamos e com a coragem de entregar essa história a quem terá a responsabilidade de escrever os próximos capítulos.

É assim que entendo 2026.

E é assim que quero seguir, com Lula, com esperança e com a certeza de que uma nova geração, preparada e comprometida, pode levar ainda mais longe o sonho de um Rio Grande do Norte mais justo, mais inclusivo, mais humano e mais próspero.

Seja muito bem-vindo ao Rio Grande do Norte, presidente Lula!

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