domingo, 23 de março de 2025

 

O desafio do STF é provar que existe a verdade  

Com ou sem protesto em Copacabana, no próximo dia 25, a 1ª Turma do STF vai julgar se Bolsonaro se tornará réu pela tentativa de golpe de Estado depois da sua derrota eleitoral. Há indícios de sobra sobre a articulação golpista: Bolsonaro reuniu-se e pressionou generais, autorizou plano de assassinato de Lula, sabia da carta com teor golpista assinada por oficiais do Exército, colaborou para a elaboração do decreto de estado de defesa – incluindo a prisão de Moraes –, o plano do “Punhal Verde e Amarelo” foi impresso dentro do Palácio do Planalto, onde ele morava. Para a Polícia Federal (PF), ele “planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios” do golpe. Está mais que claro que há materialidade para que Bolsonaro seja julgado pela acusação, algo inédito na nossa história. 

Mas a arena em que o procedimento vai ocorrer é outra, bem diferente dos tribunais onde documentos, testemunhas e fatos ainda importam: a opinião conformada pelo digital. E, em boa parte desse mundo caótico, Bolsonaro é apenas vítima de perseguição política, tudo plano de uma grande conspiração que começou com a soltura “ilegal” de Lula pelo STF e, depois, da “fraude” eleitoral que roubou dele a reeleição, seguida pela campanha de censura de Alexandre de Moraes. Nesse mundo, tudo faz sentido. 

É uma bobagem dizer que as Big Techs são aliadas a Bolsonaro e por isso sua defesa será impulsionada por Facebook, YouTube, Twitter etc. 

O que está acontecendo é algo mais sinistro. Desde a derrota de Donald Trump em 2020, o que está em jogo segue um plano traçado por ele: a estratégia é convencer todo mundo que já não existem fatos, apenas versões. E o abraço de morte de Mark Zuckerberg aponta exatamente para isso; também as redes sociais decidiram que a verdade não importa.     

Já escrevi aqui algumas vezes sobre como, nos EUA, a narrativa de que houve fraude nas eleições de 2016 seguia sendo uma das linhas abertamente propaladas pelos republicanos. Aqui, justamente pelas pressões do STF, nossos bolsonaristas têm sido mais contidos. Em janeiro deste ano, durante sua fala na festa promovida por Steve Bannon depois da posse de Trump, Eduardo Bolsonaro, convidado de honra, passa por um momento revelador. No palco diante da galera MAGA, ele diz que as últimas eleições no Brasil e nos EUA foram “difíceis” e “todo mundo viu como foi”. Bannon pega o microfone e diz “as eleições foram roubadas deles”. Eduardo replica: “Talvez no Brasil você pode ser preso por dizer isso”. 

A cena demonstra o enorme fosso sobre como a Justiça dos dois países lidou com a tentativa de golpe de Estado mediante campanhas de operações psicológicas e desinformação.  
 
Com o mito de que a primeira emenda é totalizante – todo mundo pode falar toda coisa a qualquer hora –, um autoengano bem americano, a aposta de Trump, desde a derrota, foi manter intacto seu gaslighting e estabelecer que existem apenas a sua versão e a dos inimigos. 

Ou seja: a nova fase da estratégia pretende matar o conceito de desinformação. 

Além dos passos das plataformas para reduzir ao mínimo a moderação de conteúdo golpista, a estratégia passa por uma pressão consistente contra conhecidos acadêmicos que conceitualizaram, monitoraram e denunciaram a infestação de desinformação nas plataformas e sua relação direta com o modelo de negócio destas. 

Primeiro foi a Universidade Harvard. Segundo a professora Joan Donovan, uma das maiores experts em desinformação e criadora do grupo de pesquisa Technology and Social Change (TaSC), ela foi paulatinamente sendo pressionada para fora da universidade por pressão de um executivo do Facebook que seria próximo da direção da Kennedy School, onde ela trabalhava. Sua saída levou ao fechamento do proeminente grupo de pesquisa um ano antes das eleições presidenciais. 

Depois, meses antes do pleito, foi a vez de a Universidade Stanford fechar o Stanford Internet Observatory, outro dos principais centros de pesquisa sobre desinformação. Em junho do ano passado, o projeto Election Integrity Partnership foi encerrado depois de uma enxurrada de processos judiciais, ataques online contra os pesquisadores e uma campanha do congressista republicano Jim Jordan, que assolou a equipe com investigações, acusando-os de violar a Primeira Emenda da Constituição americana. 

Aqui no Brasil, o NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderado pela professora Marie Santini, tem recebido ataques semelhantes de congressistas. 

O passo seguinte foi a exposição dos financiamentos da Usaid para jornalismo por Elon Musk e alguns cães de guarda como “financiamento à censura” – um deles, Mike Benz, chegou ao absurdo de dizer que, se não fosse financiamento da Usaid, Bolsonaro seria ainda presidente do Brasil. Musk retuitou. Essa campanha pretende não só acabar com o financiamento da Usaid, mas assustar todas as demais fundações que financiam estudos sobre o fenômeno da desinformação. 

(Não sei dizer o quanto funciona, porque nesta coluna eu escrevo sobre o tema com apoio dos leitores – aliás, se você gosta deste espaço, faça um Pix para contato@apublica.org, pois nem o Tio Sam nem George Soros virão em nosso socorro.)

Com uma linha direta na Casa Branca, a versão made in USA sobre como manter viva a narrativa golpista tem se fortalecido por aqui, em que pesem as reduzidas manifestações de domingo. Afinal, por mais que os números sejam mais de 20 vezes inferiores à expectativa – a PM do Rio anunciou que havia 400 mil pessoas em Copacabana, um estudo do centro Monitor do Debate Político do Cebrap demonstrou que foram 18 mil –, ainda assim, sejamos francos, 20 mil pessoas exigindo a anistia a quem tramou um golpe de Estado com militares e assassinatos planejados no papel é gente pra caramba.   

Então o STF vai ter que suar para convencer os brasileiros de que não se trata apenas de corroborar uma das versões sobre o que aconteceu, já que a outra narrativa segue viva e sendo propagada à larga no mundo online, com a bênção das plataformas. Fariam bem os ministros se reforçarem nas suas decisões os fatos concretos que provam os dedinhos de Bolsonaro em vez de se perderem em adjetivos que podem, sempre, ser usados em “cortes” a rodar pelas redes. A nova realidade da comunicação também impacta a Suprema Corte.   

E importante: os ministros terão ainda que considerar que seu público, hoje, se estende até a Casa Branca. 
Como já escrevi aqui, o caminho escolhido por Trump para retaliar o caso contra Bolsonaro foi fora dos canais diplomáticos, através de um processo civil em Miami. A reação, portanto, via tarifas, não deve vir agora. Talvez Trump esteja apenas guardando sua maior arma para a votação que realmente ataca frontalmente o bolso das Big Techs – o artigo 16 do Marco Civil da Internet, que garante que elas não são responsáveis pelo que se publica em suas plataformas. O processo está em pedido de vista, mas o julgamento deve ser retomado depois de maio deste ano. Trump e seus tecno-oligarcas estarão assistindo proximamente. 

Tudo o que eles (e os bolsonaristas) não querem é que o Supremo convença a população de que a verdade importa. 


Natalia Viana
natalia@apublica.org
Diretora Executiva da Agência Pública
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Sobre “pilantras” dos ovos, cafezinho caro e falsos profetas

Se o presidente Lula quiser recuperar a popularidade, vai ter que fazer bem mais do que apontar o dedo para os “pilantras dos ovos”. A alta na alimentação é uma tendência global e no país do agronegócio a crise dos preços dos ovos, do café, do cacau e de outros itens bem brasileiros tem contornos próprios. De 2012 para cá, o preço dos alimentos subiu 162% no país, e a tendência, infelizmente, é de alta nos próximos anos. 

O vilão é o clima, ou melhor, as mudanças que o nosso modo de vida vem trazendo para o planeta. O calor, a seca ou as chuvas excessivas afetam a produtividade das lavouras, como aconteceu com o café por aqui, já inflacionado pela quebra da safra no Vietnã, o segundo maior produtor do mundo, atrás apenas da gente. 

Com o café brasileiro impactado principalmente pelo calor e a estiagem no Sudeste, produzimos quase 2% a menos do que no ano anterior, contrariando as expectativas. Explico: o café, essa substância mágica que nos ajuda a viver, tem uma característica singular, chamada de bienalidade, e, depois da decepção de 2023, se esperava uma colheita maior em 2024. 

E aí entra outro fator tão global quanto a emergência climática: as commodities. Se falta o café asiático e a produção brasileira é menor, o preço sobe, e os cafeicultores – que estão rindo à toa – vão vendendo o produto aos poucos para segurar a alta. O preço mundial do café subiu quase 38,7% em 2024 em relação ao ano anterior. No Brasil, terra do cafezinho, o aumento foi de 66,18% no acumulado em 12 meses em fevereiro de 2025. 

Com os ovos – alta de mais de 40% – a situação é semelhante pelas mesmas razões de fundo, embora com características diferentes e consequências ainda mais preocupantes, como mostra o episódio desta semana do videocast/podcast Bom dia, Fim do Mundo (não vou dar spoiler, ouça lá rs). 

Pelo menos desde 2022, como mostra essa reportagem da Agência Pública, o calor vem prejudicando a produtividade das galinhas – que comem menos, botam menos ovos, e com a casca mais fininha, o que traz perdas no armazenamento e transporte. 

Além disso, a ração das galinhas poedeiras é composta basicamente de soja e milho, duas commodities que subiram de preço também por questões climáticas – o que inclui a catástrofe no Rio Grande do Sul, além da estiagem no Centro-Oeste. 

Ou seja, produzir ovos ficou mais caro e a produtividade caiu; dois fatores que impulsionaram a alta com uma pitada de “pilantragem” depois da explosão dos preços dos ovos nos Estados Unidos, que vivem um surto de gripe aviária. E nem foi por causa da venda de ovos para o país de Trump, que cresceu mais de 60% nos últimos meses. Afinal, ainda assim, 99% da nossa produção vão para o mercado interno, ou seja, há mais especulação do que exportação.

 Para além das apostas do mercado e de características próprias dos produtos em alta (câmbio, sazonalidade, tipo de transporte etc.), o certo é que os governos – Lula e os que virão depois – terão que lidar com uma realidade climática em que comer custa caro. Isso em um quadro de crescimento da desigualdade, o que aumenta a preocupação com a segurança alimentar das famílias brasileiras.
Não é à toa que o presidente escolheu os ovos como objeto de sua indignação: essa é a proteína de qualidade mais barata do mercado e a mistura mais comum no nosso arroz e feijão de todo dia. 

Mas, se a tendência dos preços dos alimentos segue em alta junto com a emergência climática, também há luz no fim do túnel, como diria nosso anjo Gabriel no podcast Bom dia, Fim do Mundo (se você não entendeu a brincadeira, ouça o podcast rs). Nesta quarta-feira (19), o MST celebrou a safra de 14 mil toneladas de arroz agroecológico no Rio Grande do Sul, depois de uma queda de 50% na produção do ano passado por causa das enchentes. 

“A utilização dos bioinsumos pelos agricultores, tanto na produção de hortaliças quanto na produção de arroz, ajudou na recuperação desse solo. O cuidado com a terra, com a natureza, já é uma prática dos agricultores”, explicou Nelson Luiz Krupinski, do setor de produção do MST-RS, à coluna de Míriam Leitão.

Para conter os preços e garantir a segurança alimentar dos brasileiros, o governo tem que investir na transição energética, incentivar a inovação e tecnologia para criar sementes e lavouras mais resilientes, dar mais crédito para a agricultura familiar e de baixo carbono, manter e gerenciar estoques, enfim, adotar políticas públicas eficazes

Nada que a taxa Selic, que chegou a 14,25% nesta semana, possa resolver, como me explicou a pesquisadora Clara Brenck, do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP. Isso porque a inflação dos alimentos é motivada pela escassez da oferta, que tem como principal fator as mudanças climáticas. 

“O Banco Central usa os juros para controlar a inflação, mas isso funciona quando é uma inflação de demanda, e, nesse caso, é uma inflação de oferta. Então você usa o instrumento de aumentar os juros para desaquecer a economia para diminuir a demanda e reduzir a inflação dos preços, mas não resolve a inflação dos alimentos e encarece o crédito para investir em capacidade, produtividade, adaptação nas culturas”, esclarece Brenck. 

Ou seja, para quem gasta quase todo o salário no supermercado só fica pior. Sem falar em um governo, já com os recursos canibalizados pelo Congresso, que fica cada vez mais endividado em um cenário em que precisamos de mais – e melhores – políticas públicas. 

Lembre-se disso quando escutar as vozes do mercado amplificadas no noticiário. A emergência climática não é mais um assunto restrito a ambientalistas e cientistas, como sabem agrônomos, economistas, povos tradicionais e agricultores familiares de todo o país. Aliás, é para tirar as mudanças climáticas do cercadinho dos especialistas que fazemos o Bom dia, Fim do Mundo. Já falei para você ouvir?

PS. O Bom dia, Fim do Mundo é apresentado por Ricardo Terto, Giovana Girardi e eu. Vai ao ar todas as quintas-feiras cedinho nos tocadores de podcast e no YouTube da Pública. Nos vemos lá!


Marina Amaral
Diretora Executiva da Agência Pública
marina@apublica.org 
 

segunda-feira, 3 de março de 2025

 

Carnaval tem Oscar, desfile dos orixás na avenida e o bloco dos golpistas nus

“Os ogãs saíram dos terreiros e foram tocar na bateria. As baterias tocam para os orixás. A macumba é causadora maravilhosa de toda essa procissão, essa inteligência negra periférica.” A frase de Milton Cunha reflete sobre um fenômeno deste Carnaval: 11 das 12 escolas do Grupo 1 do Rio de Janeiro trazem santos de religiões de matriz africana em seus sambas-enredos. “Escola de samba é macumba, gostem ou não”, provocou o carnavalesco.

Se esse sempre foi um componente da escolas de samba, de corpo e alma negras, neste ano chama atenção uma maioria de enredos baseados em mitologia, religião e heróis negros, além daqueles que saúdam os orixás em batuques e letras. Se é comemoração, resgate ou afirmação da religiosidade africana, como branca e paulista, não tenho condições de dizer. 

Mas arrancar palmas na avenida significa muito no Brasil de hoje, em que terreiros de candomblé (e casas de reza indígenas) são destruídos pela violência intolerante – e racista – de gente que se diz cristã. 

Vejo nessa escolha quase unânime das escolas de samba mais famosas do mundo a celebração da ancestralidade negra no povo e na cultura brasileira. Talvez mais um alerta para a discussão equivocada de “identitarismo”; como se valorizar a contribuição decisiva da cultura negra e reconhecer – e combater – o racismo estrutural como passivo tricentenário dos brancos não fosse imprescindível para a democracia e igualdade de direitos em um país com a história que tem o Brasil. 

Também não vejo contradição em torcer por esse Oscar, em pleno Carnaval, consagrando Ainda estou aqui, a obra que trouxe a ditadura para a ordem do dia. Sim, trata-se de uma família abastada e branca duramente atingida pelo aparelho repressivo gestado no golpe de Estado de 1964. Rubens Paiva era um engenheiro e deputado com privilégios de classe e cor, que foi cassado, exilado e, por fim, torturado e assassinado por ajudar amigos perseguidos ou no exílio. 

O que demonstra que ninguém estava a salvo daquilo que depois o general Golbery chamaria de “monstro” – o aparelho, criado por militares e civis (com financiamento e empresários e até apoio material de jornais), de espionagem, perseguição, prisões ilegais, tortura, assassinato e desaparecimento dos corpos daqueles que resistiam. 

Por isso, acredito eu, que o filme de Walter Salles sobre os Paiva traz tanta empatia. Poderia acontecer com qualquer família – e aconteceu com várias, muitas dessas histórias estão disponíveis para quem se interessar em conhecer. 

Em uma ditadura, o privilégio de decidir quem morre e quem vive está com eles – não há instituições, Justiça, nem normalidade de qualquer espécie. Isso fica claro também na trama golpista liderada por Jair Bolsonaro com os generais palacianos. Como todos sabem, havia um plano para assassinar um ministro do Supremo Tribunal Federal, um presidente e um vice-presidente eleitos. Sem limites éticos ou legais. 

 Vejo como feliz coincidência – será o espírito do Tempo? – este Carnaval de reconhecimentos históricos e culturais quando celebramos a força das instituições democráticas, capazes de desnudar, julgar e punir golpistas pela primeira vez em nossa trajetória de país injusto, dominado pelas elites políticas, econômicas e, por que não dizer, pelos homens brancos. Mais do que motivo pra gente sambar com vontade neste Carnaval.
Se a cerveja está cara e vai esquentar rápido nesse calor de fim de mundo, os bloquinhos vão estar cheios de irreverência e humor, os desfiles, cobertos de majestade e excelência, e a democracia brasileira, revigorada, tentando acertar o ritmo com a ajuda dos orixás.

Muito axé e água fresca para todo mundo! 


Marina Amaral
Diretora Executiva da Agência Pública

marina@apublica.org 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

NA TRILHA DOS "KIDS PRETOS".

 



Olá,

O tempo tem provado que a crise golpista após as eleições de 2022 teve inúmeras digitais militares em seu planejamento e execução. A recente denúncia da PGR contra 34 envolvidos na tentativa de golpe escancarou o papel verde-oliva na trama envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e, em especial, o dos membros da força de elite do Exército – os chamados “kids pretos” – responsáveis pelo ‘trabalho sujo’ para a tomada do poder.  

Pública te mostrou que coube aos “kids pretos” golpistas a missão de manipular extremistas acampados na frente dos quartéis e até o Alto Comando do Exército, para aderirem ao golpe, além de vigiar e arquitetar, clandestinamente, o sequestro e “neutralização” (o assassinato) do ministro do STF Alexandre de Moraes e dos então presidente da República e vice recém-eleitos.

Com a revelação de parte das evidências reunidas pela Polícia Federal ao longo das investigações e de trechos da delação premiada do tenente-coronel – e também “kid preto” – Mauro Cid, miramos no que muitos ignoraram: a parte mais violenta da trama nasceu dentro de um hotel do Exército localizado, vejam só, na unidade dos “kids pretos”, o Comando de Operações Especiais.

O manual de campanha de Operações Especiais do Exército define os “kids pretos” como oficiais preparados para atuar em “missões de alto risco”, com “dificuldade de coordenação e apoio”, aptos a se infiltrar em “ambientes hostis” visando “alvos de valor significativo”.

Militares envolvidos na trama dominam “táticas de operações” para cumprir missões “de inteligência, exploração e reconhecimento de comunicações clandestinas, operações em conflitos armados não convencionais”, “infiltração em território inimigo” e “manejo de crises em ambientes hostis”.

Pela primeira vez na história recente do Brasil, oficiais de alta patente das Forças Armadas são denunciados por tramarem um golpe de Estado. Mesmo assim, ainda faltam muitas respostas para entendermos, na plenitude, o envolvimento de militares da ativa e da reserva no caso – e a profundidade do golpismo dentro da caserna. Para isso, o jornalismo independente precisa seguir investigando, sem amarras. 
Sem anúncios ou patrocínio, temos liberdade editorial para mergulhar fundo nessas histórias. Nos ajude a seguir em busca das respostas, apoie a Pública e fortaleça reportagens que expõem o que o poder quer esconder.
Quero mais reportagens da Pública!
Um abraço,

Caio de Freitas
Repórter da Agência Pública em Brasília

domingo, 23 de fevereiro de 2025

LIDER DA OPOSIÇÃO

 A QUE PONTO CHEGAMOS COM NOSSAS REPRESENTAÇÕES, SEJA NA CÂMARA FEDERAL, SEJA NO SENADO.

NA CÂMARA TEMOS UM TAL DE GENERAL GIRÃO, QUE SEGUNDO UM BLOGLUEIRO É TÃO INSIGNIFICANTE QUE ESTAVA NO 08 DE JANEIRO,MAS, MESMO ASSIM NÃO É CITADO, MOTRANDO A SUA IMPORTÂNCIA NEGATIVA.

OUTRO DIA UM LIDER DA OPOSIÇÃO FOI FALAR, QUEM ERA ESTA GRANDE FIGURA? NADA MAIS, NADA MENOS DO QUE O HOMEM DO SACO PRETO,MAS, QUEM É? TRATA-SE DE ROGERIO MARINHO, UM FRACASSADO POLITICO DE UMA CAMINHADA DE FALCATRUAS, DAÍ O APELIDO DE SACO PRETO(ENVOLVIMENTO COM O LIXO) QUE FOI RESSLUCITADO PELO FACINORA CHAMADO BOLSONARO. É ESTAMOS A CADA DIA  PIORANDO NOSSAS REPRESENTAÇÕES.