quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

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Letícia, da Pública aliados@apublica.org 
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07:05 (há 2 horas)
para mim

Olá,


Quero te contar dois casos, no mínimo curiosos, que aconteceram na última semana e que dizem muito sobre o tipo de jornalismo que a Pública faz.


Na segunda-feira, você recebeu um e-mail anunciando uma nova matéria da nossa investigação sobre as bets (que ainda vai render várias reportagens inéditas ao longo do ano). Nela, mostramos como a Esportes da Sorte notificou judicialmente a artista de Olinda, Catarina Dee Jah, para que ela parasse de usar a marca em uma sátira.


No dia seguinte, um dos maiores portais de notícias do país publicou exatamente o mesmo fato, sem dar crédito à Pública. Até aí, tudo bem… (quer dizer, não está tudo bem, mas piora).


Por ironia do destino — ou dos algoritmos, como você preferir — adivinha qual empresa estampava os banners de publicidade que abriam a matéria?


Sim: a própria Esportes da Sorte.


Sim, uma reportagem denunciando as ofensivas que uma artista vem sofrendo por parte de uma casa de apostas era financiada por anúncios dessa mesma empresa de apostas. A piada já veio pronta.


Na Pública, isso JAMAIS aconteceria. Não temos anunciantes nem publicidade no nosso site. Quem financia o nosso jornalismo não é uma casa de apostas. É você.

O segundo caso curioso envolve o Caso K. Na semana passada, publicamos um vídeo nas nossas redes sociais que viralizou e ultrapassou meio milhão de visualizações no Instagram. Nele, comparamos o caso Epstein — do empresário norte-americano que voltou a dominar o noticiário recentemente — com o caso de Samuel Klein, fundador da Casas Bahia, que manteve por décadas um sistema de exploração de crianças e adolescentes, inclusive dentro da sede da empresa.


Os dois eram empresários poderosos, bem relacionados. Mas só um desses casos ganha destaque constante na mídia. O outro é empurrado para debaixo do tapete na imprensa brasileira. Por quê?


Você que acompanha a Pública sabe a resposta. Publicamos uma série de reportagens que também deram origem a um podcast original, totalmente financiado pelos nossos leitores: Caso K – A História Oculta do Fundador da Casas Bahia.


Sabe o que essas duas histórias têm em comum? Elas só são possíveis por causa da liberdade editorial da Pública, um jornalismo sem conflito de interesses com empresas ou poderosos.


A gente pode contar essas histórias porque pessoas como você contribuem para o nosso jornalismo existir. 


Tem sido cada dia mais desafiador conseguir novos apoiadores e manter quem já apoia por mais tempo. Mas essas histórias que acabei de te contar só reforçam que estamos no caminho certo. 


Esse é o jornalismo do futuro. E é esse tipo de jornalismo que o Brasil precisa agora.


Para seguir enfrentando os poderosos sem rabo preso, precisamos de você. Doe agora e venha com a gente fortalecer uma imprensa verdadeiramente livre.

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