Olá,
Quero te contar dois casos, no mínimo curiosos, que aconteceram na última semana e que dizem muito sobre o tipo de jornalismo que a Pública faz.
Na segunda-feira, você recebeu um e-mail anunciando uma nova matéria da nossa investigação sobre as bets (que ainda vai render várias reportagens inéditas ao longo do ano). Nela, mostramos como a Esportes da Sorte notificou judicialmente a artista de Olinda, Catarina Dee Jah, para que ela parasse de usar a marca em uma sátira.
No dia seguinte, um dos maiores portais de notícias do país publicou exatamente o mesmo fato, sem dar crédito à Pública. Até aí, tudo bem… (quer dizer, não está tudo bem, mas piora).
Por ironia do destino — ou dos algoritmos, como você preferir — adivinha qual empresa estampava os banners de publicidade que abriam a matéria?
Sim: a própria Esportes da Sorte.
Sim, uma reportagem denunciando as ofensivas que uma artista vem sofrendo por parte de uma casa de apostas era financiada por anúncios dessa mesma empresa de apostas. A piada já veio pronta.
Na Pública, isso JAMAIS aconteceria. Não temos anunciantes nem publicidade no nosso site. Quem financia o nosso jornalismo não é uma casa de apostas. É você.
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