quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Salário mínimo cresce menos que preço de produtos básicos em 2013

Sílvio Guedes Crespo
O salário mínimo interrompeu a trajetória de aumento de poder de compra de produtos básicos, de acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
A entidade calcula o salário mínimo necessário, com base em trecho da Constituição segundo o qual a remuneração de um trabalhador deve ser suficiente para suprir pelo menos as despesas básicas de uma família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.
De acordo com o Dieese, o salário necessário em 2013 ficou em R$ 2.765, um valor 4,1 vezes maior do que o salário mínimo vigente no ano passado (R$ 678).
Em 2012, o salário necessário era 4 vezes maior que o mínimo. Isso quer dizer que este cresceu um pouco menos do que o preço dos produtos que o Dieese considera necessários para uma família.
Olhando para um prazo mais longo, no entanto, vemos que a vida de quem ganha o mínimo é hoje bem menos sofrida, ao menos materialmente, do que era há duas décadas.
Em 1994, o salário necessário era mais de 10 vezes o valor do mínimo. Ou seja, quem ganhava o piso nacional não conseguia comprar nem 10% das necessidades básicas para viver.
 Ano Salário mínimo (R$) Salário necessário (R$) Salário necessário dividido pelo salário mínimo
1994 68 691 10,1
1995 90 740 8,2
1996 108 795 7,4
1997 117 803 6,8
1998 127 878 6,9
1999 134 901 6,7
2000 147 967 6,6
2001 173 1073 6,2
2002 195 1189 6,1
2003 230 1421 6,2
2004 253 1483 5,9
2005 290 1510 5,2
2006 338 1501 4,4
2007 373 1680 4,5
2008 409 2002 4,9
2009 461 2042 4,4
2010 510 2110 4,1
2011 544 2272 4,2
2012 622 2464 4,0
2013 678 2765 4,1

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